terça-feira, 3 de junho de 2014

A GUERRA POLÍTICA PELO COMANDO DA EDUCAÇÃO DE SÃO LUÍS

Prefeito Edivaldo Jr. e secretário Geraldo Sobrinho

Por Hugo Freitas

O que vinha ocorrendo de forma pontual e "silenciosa" nos bastidores da política ludovicense, tomou ares públicos e tende a agravar ainda mais a relação nada amistosa entre o PCdoB e o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC).

Na manhã desta segunda-feira (2), os vereadores Rose Sales (PCdoB) e Professor Lisboa (PCdoB) protagonizaram mais um capítulo na verdadeira "guerra política" reinante entre comunistas e a administração petecista. Ambos edis entoaram um forte e crítico discurso na Câmara Municipal contra a gestão do prefeito Edivaldo.

Diante de uma platéia de professores da rede de ensino da capital, que estão em greve há mais de vinte dias, os parlamentares comunistas dispararam contra o prefeito e, a reboque, contra o titular da Secretaria Municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho.

O "estranho" nisso é que Geraldo é do mesmo partido de Rose e Lisboa, o PCdoB, o que demonstra em que pé se encontra a relação entre os "aliados" oposicionistas. De onde partiu a "ordem para os ataques"? Onde estão os dirigentes comunistas que parecem assistir de longe a "guerra fratricida" entre seus membros?

De um lado, os vereadores surfam na "onda dos protestos" em São Luís visando canalizar para si o descontentamento da população como seus "porta-vozes", mesmo que para isso tenham que "atacar" na Casa Legislativa aliados como o prefeito Edivaldo e partidários como o secretário Geraldo Castro.

Por outro lado, os parlamentares fortalecem o discurso de determinadas agremiações políticas que tentam "derrubar" Geraldo da Semed, o que só pioraria o impasse e as negociações pelo fim da greve dos professores de São Luís. Senão, vejamos.

Geraldo Castro assumiu a Semed no último dia de outubro de 2013. Recebeu uma secretaria cheia de problemas e aos poucos arrumou a casa, inclusive o calendário eleitoral que era um desafio. Promoveu um seletivo para 650 professores, anunciou a construção de nove creches, conseguiu renovar e ampliar a frota de ônibus escolares, autorizou ordens de serviço para manutenção de escolas, anunciou concurso público para ser realizado ainda este ano, dentre outras ações em andamento que o credenciaram a ser, em apenas oito meses, reconhecido pela população e pela própria classe política como um dos melhores secretários da administração Edivaldo Holanda Júnior.

No entanto, com a greve dos professores, forças partidárias se juntaram ao movimento para transformá-lo de reivindicações necessárias e legítimas em uma verdadeira "guerra política", onde o que está em jogo são as verbas orçamentárias da Educação municipal, uma das maiores de São Luís, junto com a Saúde.

Em ano eleitoral, todos tentam assegurar os "bolsos cheios" para financiamento de suas campanhas.

Portanto, a "crítica" feita pelos vereadores Rose Sales e Prof. Lisboa à dupla Geraldo & Edivaldo só beneficia aqueles que se alimentam das dificuldades não para propor soluções, mas para delas se aproveitar em prol de interesses eleitoreiros.

E quando isso acontece "dentro de casa", o desastre tende a ser maior.

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3 comentários:

  1. Depois que esse novo Secretario Assumiu muitos ficam Brincando de Trabalhar na SEMED. Preste atenção Secretario e ponha ai que quer trabalhar e faça uma varedura nessa Secretaria de faz de Conta e dar rigidez a esses Gestores Escolares. Tenho muita coisa pra desabafar...
    Pstt:Marcelo WhatsApp (98) 8168-6230

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  2. E os nove milhões gastos com um software que podia ser obtido de graça no sitdo governo federal????? Ninguém vai comentar???? Por isso não tem dinheiro para dar aumento aos professores.
    Fonte: http://www.netocruz.com.br/que-feio-secretario-geraldo-castro-vai-pagar-quase-r-9-milhoes-por-software-que-pode-ser-baixado-de-graca/

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