terça-feira, 16 de setembro de 2014

Ex-presidente Lula é apontado no epicentro do "Propinoduto da Petrobrás"

O PODER E O CRIME - Enivaldo Quadrado (à direita), o chantagista, é pago pelo PT para manter em segredo o golpe que resultou no desvio de 6 milhões de reais da Petrobrás, em outro caso de chantagem que envolve o ministro Gilberto Carvalho (à esquerda), o mensaleiro José Dirceu e o ex-presidente Lula.

Por Hugo Freitas

A revista "Veja" desta semana traz novas revelações sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobrás, denunciado por um ex-diretor da maior estatal brasileira. E, mais uma vez, o nome do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva consta entre os que estão no epicentro de mais um escândalo de desvio de dinheiro público, que pode inclusive ultrapassar o esquema do "Mensalão" em magnitude, haja vista que estamos às vésperas das eleições presidenciais.

Com o título "O PT sob chantagem", a reportagem de "Veja" destaca que o Partido dos Trabalhadores estaria sendo alvo de supostas "ameaças" em face a novas denúncias que podem arrastar o nome de Lula e de outros "figurões" da legenda da estrela vermelha para o epicentro do escândalo da Petrobrás.

Para que isso fosse evitado, segundo a matéria, o PT de Lula teria cedido aos chantagistas e pago, em dólares, suntuosos volumes de propina, a fim de se fazer mais um "abafa" no tocante ao nome do ex-presidente que, desde a época do "Mensalão", sempre afirmou "nunca saber de nada" do que acontecia em seu governo e no da presidente Dilma Rousseff (PT).

O agravante disso tudo é que o caso do assalto aos cofres da Petrobrás remonta à morte do prefeito petista da cidade paulista de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2001. Ou seja, não se trata somente de roubo de dinheiro público, mas também de "queima-de-arquivo", crimes gravíssimos que devem ser idoneamente investigados pela Polícia Federal e, caso confirmados, severamente punidos pela "nobre" Justiça brasileira.

O mesmo deve valer para o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), ambos aliados de Lula e apontados como beneficiários do esquema milionário que surrupiou os cofres da Petrobrás.

Acompanhe a reportagem da revista Veja, divulgada no site do veículo:

O PT sob chantagem

Para evitar que o partido e suas principais lideranças sejam arrastados ao epicentro do escândalo da Petrobras às vésperas da eleição, a legenda comprou o silêncio de um grupo de criminosos — e pagou em dólar.

Desde que estourou o escândalo da Petrobras, o PT é vítima de uma chantagem. De posse de um documento e informações que comprovam a participação dos principais líderes petistas num desfalque milionário nos cofres da estatal, chantagistas procuraram a direção do PT e ameaçaram contar o que sabiam sobre o golpe caso não fossem devidamente remunerados.

Às vésperas da corrida presidencial, essas revelações levariam nomes importantes do partido para o epicentro do escândalo, entre eles o ex-presidente Lula e o ministro Gilberto Carvalho, um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff, e ressuscitariam velhos fantasmas do mensalão. No cenário menos otimista, os segredos dos criminosos, se revelados, prenunciariam uma tragédia eleitoral. Tudo o que o PT quer evitar. Dirigentes do partido avaliaram os riscos e decidiram que o melhor era ceder aos chantagistas — e assim foi feito, com uma pilha de dólares.

O PT conhece como poucos o que o dinheiro sujo é capaz de comprar. Com ele, subornou parlamentares no primeiro mandato de Lula e, quando descoberto o mensalão, tentou comprar o silêncio do operador do esquema, Marcos Valério. Ao pressentir a sua condenação à prisão, o próprio Valério deu mais detalhes dessa relação de fidelidade entre o partido e os recursos surrupiados dos contribuintes. Em depoimento ao Ministério Público, ele afirmou que o PT usou a Petrobrás para levantar 6 milhões de reais e pagar um empresário que ameaçava envolver Lula, Gilberto Carvalho e o mensaleiro preso José Dirceu na teia criminosa que resultou no assassinato, em 2001, do petista Celso Daniel, então prefeito de Santo André.

A denúncia de Valério não prosperou. Faltavam provas a ela. Não faltam mais. Os dólares serviram para silenciar o chantagista Enivaldo Quadrado, ele próprio participante da engenharia financeira do golpe contra os cofres da maior estatal brasileira — e agora o personagem principal de mais uma trama que envolve poder e dinheiro.

Quadrado deu um ultimato ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: ou era devidamente remunerado ou daria à polícia os detalhes de documento apreendido no escritório do doleiro Alberto Youssef. O documento era um contrato de empréstimo entre a "2 S Participações", de Marcos Valério, e a "Expresso Nova Santo André", de Ronan Maria Pinto. O valor desse contrato é de 6 milhões de reais, exatamente a quantia que Valério dissera ao MP que o PT levantara na Petrobrás para abafar o escândalo em Santo André. É esse o contrato que prova a denúncia de Valério. É esse o contrato que, em posse de Quadrado, permitia ao chantagista deitar e rolar sobre os petistas.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Prefeitura abre inscrições para processo seletivo da área da saúde

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria de Saúde (Semus), iniciou nesta segunda-feira (15) as inscrições para o seletivo na área da saúde. Estão abertas 307 vagas para profissionais em nível fundamental, médio e superior, em várias categorias. Os salários variam de R$ 980 a R$ 7,6 mil. O seletivo tem como finalidade o recrutamento de pessoal e o contrato terá duração de um ano.

O processo de inscrição é gratuito e será realizado online com validação presencial. O formulário para as inscrições já está disponível no site da Prefeitura (www.saoluis.ma.gov.br), no link "Editais". Os interessados deverão imprimir o comprovante de inscrição e, juntamente com os documentos solicitados para o cargo pretendido, entregá-lo na Escola de Governo e Gestão Municipal (Eggem), na Rua das Andirobas, no Renascença I, até o dia 26 deste mês.

O atendimento será realizado de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 12h e das 14h às 18h. Antes de efetuar a inscrição, o candidato deverá conhecer os termos do edital e certificar-se de que preenche todos os requisitos exigidos para o exercício da função.

A seleção dos inscritos será feita através da análise dos currículos conforme critérios definidos através do edital em consonância com cada cargo. O resultado da seleção está previsto para o dia 27 de outubro.

Foram disponibilizadas vagas para cirurgião dentista; auxiliar de saúde; técnico em prótese dentária; auxiliar de prótese dentária; médico generalista e outras especialidades da medicina; fonoaudiólogo; nutricionista; terapeuta ocupacional; técnico em enfermagem; assistente social; psicólogo; agente social; motorista; educador físico; farmacêutico; psiquiatra; auxiliar de serviços gerais e cozinheiro.

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sábado, 13 de setembro de 2014

CASTELO: ENTRE A PROTEÇÃO POLÍTICA E A FALTA DE JUSTIÇA NO MARANHÃO

Castelo (PSDB) deixou de pagar "intencionalmente" os servidores de São Luís

Por Hugo Freitas

Quando prefeito de São Luís (2009-2012), no último mês de mandato, João Castelo (PSDB) deixou de pagar "intencionalmente" os servidores do município. É o que afirma o Ministério Público Estadual, que se manifestou sobre denúncia contra o então prefeito tucano sobre o não pagamento de salários dos servidores.

Na época, CASTELO DEIXOU DÍVIDA MONUMENTAL DE QUASE UM BILHÃO DE REAIS (cerca de R$ 800 milhões) para a atual gestão.

O tucano perdeu as eleições municipais de 2012 para Edivaldo Holanda Júnior (PTC). Depois de ter anunciado sua "aposentadoria" (CONFIRA AQUI), hoje ele é candidato a deputado federal nestas eleições.

No entendimento dos promotores de justiça João Leonardo Sousa Pires Leal e Lindonjonson Gonçalves de Sousa, que assinam o documento, a conduta do então prefeito ignorou o caráter de verba alimentar que é o salário, essencial à subsistência do trabalhador.

“Salta aos olhos, quando se comprova que o salário, ou seja, a verba alimentar dos servidores, justamente no mês de dezembro, em que os gastos são superiores no seio familiar, não foi pago porque os recursos foram alocados para outros setores, sobretudo, para o pagamento de fornecedores”, avaliam.

A análise técnica da Controladoria Geral do Município, no Relatório Parcial de Auditoria n° 01/2013, que analisou as movimentações financeiras do Município de São Luís no período de 17 a 31 de dezembro, apontou que “os recursos que ingressaram nos cofres municipais e a destinação dos mesmos deixam claro que não foi reservado, INTENCIONALMENTE, o dinheiro necessário para o pagamento dos servidores públicos, uma vez que houve desnecessário pagamento a fornecedores em período vedado e FLAGRANTE DESOBEDIÊNCIA À LEGISLAÇÃO.

A folha de pagamento do Município em dezembro de 2012 totalizava R$ 45.851.742,94. De acordo com a análise realizada, havia cerca de R$ 40 milhões nas contas da Prefeitura, que poderiam ter sido destinados ao pagamento de salários. “Ou seja, quase 90% do valor estaria quitado, não fosse o DESCASO do administrador público na gestão de recursos”, observaram os promotores de justiça.

Vale acrescentar ainda que o fato de Castelo não ter pago intencionalmente os salários dos servidores municipais no fim de seu mandato pode ser lido como um claro sinal de que o tucano pretendia criar dificuldades à gestão do prefeito Edivaldo, que o derrotou nas urnas, demarcando pela primeira vez na história política recente a não reeleição de um prefeito da capital maranhense.

Castelo goza da "proteção política" de seus aliados

Por essas e muitas outras, é inadmissível que João Castelo ainda esteja livre para disputar novamente um cargo eletivo. Se o Maranhão fosse um Estado sério, o ex-prefeito tucano era para estar pagando na Justiça por todos os seus "pecados"!!!

Mas como o desejo de poder de poucos tem mais força do que a vontade da imensa maioria da população de se vê gestores públicos pagando por seus crimes, Castelo conta com a conivência de determinados candidatos, inclusive de postulantes ao cargo de governador do Maranhão - que se sentem "honrados" em tê-lo em seu palanque, interessados que estão no "curral eleitoral" do tucano - para se perpetuar no poder e gozar dos benefícios que pode usufruir, principalmente o de "foro privilegiado" e de "proteção política" de seus aliados.

Em outras palavras, seja como deputado federal (se eleito), seja como aliado do líder das pesquisas de intenções de voto na corrida pelo Palácio dos Leões, posição esta que pode lhe render uma "polpuda" Secretaria numa eventual vitória de Flávio Dino, João Castelo continuará sendo uma ameaça aos cofres públicos e ao dinheiro do povo maranhense, com o agravante de gozar da proteção e conivência de seus pares da "mudança" e da falta de Justiça contra figuras políticas no Maranhão.

Afinal, "Justiça" no Maranhão é só para pobres e negros. Para os políticos, as "honras"!!!

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Garçom do Senado ganha mais que professor universitário


Ao adentrar em uma rede social, nesta quarta-feira (10), me deparei com a circulação da notícia acima.

Republico-a no blog como forma de registro para posterior análise crítica sobre as idiossincrasias que ocorrem no funcionalismo público do Brasil, particularmente no tocante ao abismo salarial entre cargos do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Geraldo Castro acompanha reinício das aulas nas escolas de São Luís


O secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho acompanhou, nesta terça-feira (9), a retomada das aulas nas escolas da rede pública de ensino de São Luís.

Os 200 dias letivos previstos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) foram assegurados a todos os estudantes, mediante calendário escolar especial, que leva em conta a realidade de cada escola.

Geraldo visitou as escolas com o objetivo de acompanhar o reinício das atividades pedagógicas. “Contamos com o trabalho de nossos competentes educadores e educadoras, que são imprescindíveis para a formação das crianças, dos jovens, dos adultos e idosos que frequentam nossas escolas”, destacou o secretário.

A gestora adjunta da U.E.B. Monsenhor Frederico Chaves, Zuíla Gomes, enfatizou que o calendário escolar será cumprido integralmente. “Trabalharemos com empenho para a evolução escolar de todos os nossos educandos”. A escola atende a 1.280 estudantes distribuídos em 28 turmas.

Durante a tarde, o titular da Semed recebeu ainda a presidente do Sindicato dos Profissionais do Magistério do Ensino Público Municipal de São Luís (SindEducação), Elisabeth Castelo Branco. O objetivo da visita foi alinhar informações acerca do calendário escolar.

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