terça-feira, 20 de setembro de 2016

UFMA é a melhor universidade do Maranhão, aponta Ranking 2016


A Universidade Federal do Maranhão é a instituição do Estado mais bem colocada no Ranking Universitário da Folha de São Paulo (RUF) 2016 e a única que avançou no índice em relação a 2015.

Entre 195 universidades públicas e privadas do país, a UFMA está classificada em 54º lugar, subindo três posições em relação ao ano passado. O índice é o mais importante e respeitado ranking de cursos e avaliações do país, editado desde 2012 pela Folha.

O ranking avalia as instituições, com base em cinco critérios - ensino, pesquisa, inovação, mercado de trabalho e internacionalização. À exceção do último, a UFMA é a melhor em todos.

Avalia também os 40 cursos que mais possuem alunos matriculados. A UFMA possui 25 cursos considerados entre os melhores no Maranhão, dos 27 avaliados.

Destaque para Biologia (34° melhor entre 399 cursos do país avaliados), Ciências Sociais (33° melhor entre 108), Educação Física (38° melhor entre 500), Engenharia Elétrica (36° melhor entre 286), Letras (26° melhor entre cerca de 400), Nutrição (36° melhor entre mais de 400), Pedagogia (35° melhor entre mais de 500) e Serviço Social (29° melhor entre mais de 400 cursos).

No ranking de cursos é possível encontrar a avaliação dos cursos de graduação com mais ingressantes no Brasil, como administração, direito e medicina, a partir de dois indicadores: ensino e mercado. Em cada classificação são considerados os cursos oferecidos por universidades, por centros universitários e por faculdades.

Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados por uma equipe da Folha em bases de patentes brasileiras, em bases de periódicos científicos, em bases do MEC e em pesquisas nacionais de opinião feitas pelo Datafolha.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

As cinco mentiras do Globo sobre a universidade pública

Estudantes fazem protesto em Paraty (RJ) por melhores condições na educação
Toda mentira bem elaborada, para ser convincente, precisa começar apontando alguns fatos verdadeiros. É a arte da falácia, na qual os editorialistas do jornal O Globo são mestres e doutores.
É fato: o sistema universitário brasileiro ainda é profundamente injusto. O acesso dos mais pobres à universidade pública ainda é minoritário, mesmo tendo melhorado na última década, graças a algumas políticas públicas de inclusão dos governos petistas que, contudo, apesar de terem ajudado, foram insuficientes.
Também é fato: muitas pessoas pobres que não conseguiram passar na universidade pública estudam em universidades particulares de duvidosa qualidade, muito diferentes das universidades particulares de elite, e muitas pessoas dos segmentos mais ricos da população, depois de estudarem em escolas particulares de elite, ingressam às melhores universidades públicas. E eles poderiam pagar. Também é fato: o estado brasileiro e muitos estados da federação estão quase falidos.
Contudo, não é fato que a solução para esses problemas seja acabar com a gratuidade do ensino universitário público. Essa é uma grande mentira. A experiência internacional mostra que esse modelo é um fracasso e só produz mais desigualdade, mais injustiça social, mais exclusão. E não soluciona o problema do déficit fiscal, nem melhora a universidade pública.
Em seu Comunicado nº 75, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela a importância que os gastos sociais adquiriram no Brasil para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a redução das desigualdades.
Segundo o estudo, que usou como base dados de 2006, cada R$ 1 gasto com educação pública gera R$ 1,85 para o PIB. A título de comparação, o gasto de R$ 1 com juros sobre a dívida pública, segundo o mesmo estudo, gerará apenas R$ 0,71 de crescimento do PIB. Ou seja, o dinheiro gasto com educação de qualidade, como é o caso das universidade federais, é um excelente investimento dos recursos públicos.  
Então, por que que o editorial do Globo mente? 
Primeira mentira do Globo: como aponta o economista Bruno Mandelli, a ideia de que "as universidade públicas só beneficiam os ricos, enquanto aos pobres restam as universidades particulares" é um mito bastante difundido, porém completamente equivocado.
Explica Mandelli: O ensino público é elitizado, mas não há nada que indique que o sistema privado de ensino superior seja mais popular. Pelo contrário, os levantamentos disponíveis indicam que, em termos de renda, os estudantes das universidades públicas são inclusive ligeiramente em média mais pobres que os estudantes das privadas.
Segundo a Pnad 2014, por exemplo, os estudantes que faziam parte dos 20% mais ricos da população brasileira correspondiam a 36% dos estudantes do ensino superior público e 40% do ensino superior privado. Ou seja, há mais 'ricos' no sistema privado do que no público.
Na ponta oposta, os estudantes que faziam parte dos 20% mais pobres da população brasileira representavam 7% dos estudantes do ensino superior público e apenas 3,4% do ensino superior privado. Ou seja, os 'mais pobres' estão nas universidades públicas no dobro da proporção verificada nas privadas.
Segunda mentira: ensino pago não soluciona o problema, muito pelo contrário. Países que adotaram esse caminho, como o Chile, têm um sistema universitário altamente elitizado e excludente – e hoje estão querendo mudar.
Acabar com a política pinochetista que O Globo propõe para o Brasil foi uma daspromessas de campanha da presidenta Michele Bachelet! Outro exemplo paradigmático são os EUA, onde as possibilidades de acesso à universidade (e a qual universidade) dependem da renda das famílias, e os jovens mais pobres ou de classe média (sim, também a classe média) só podem estudar na universidade se endividando por décadas ou conseguindo uma bolsa esportiva, que os obriga a dedicar mais tempo ao treinamento que aos livros. 
Terceira mentira: as bolsas não são suficientes para corrigir as injustiças do ensino pago. O Prouni é uma prova disso. Embora esse programa tenha tido alguns efeitos positivos (de fato, ajudou muitos jovens de baixa renda a entrar na universidade), ele não acabou com a elitização da universidade pública, beneficiou o ensino particular, ajudou à proliferação de fábricas de diplomas de baixa qualidade e não solucionou o problema da permanência.
Quarta mentira: o ensino gratuito não é a causa do déficit fiscal. Vejamos, por exemplo, o caso da UERJ. A principal universidade do estado do rio está quase falida, enquanto o governo local do PMDB desperdiça bilhões de reais em isenções fiscais que geram pouquíssimo emprego (da mesma forma que o governo federal os desperdiça com empréstimos de bancos públicos a juros de privilégio para as grandes empresas; por exemplo, o grupo Globo), ou com dívidas bilionárias de empresários, que acabam não sendo cobradas, ou com obras superfaturadas.
Estudantes da UERJ fazem ato no Rio: a universidade está quebrada
No nível federal, os recursos que o estado receberia acabando com a gratuidade das universidades públicas (com altíssimo custo social) são nada, se comparados ao que poderia ser arrecadado taxando as grandes fortunas, reestruturando a tabela do imposto de renda ou acabando com a isenção às operações financeiras e ao mercado de capitais.
Quinta mentira: se quisermos cobrar aos ricos que usam a universidade pública, a solução não é instaurar uma mensalidade. Estabeleçamos um tributo adicional para as faixas mais altas do Imposto de Renda (depois de mudar a tabela para que estas sejam pagas pelos ricos de verdade e não pela classe média) que alcance os cidadãos com alta renda que estudaram e se formaram numa universidade pública, e destinemos esse dinheiro a um fundo especial para abrir mais vagas e pagar bolsas de permanência para os estudantes mais pobres.
Dessa forma, o pagamento não seria uma barreira, mas uma devolução à sociedade paga por aqueles que já usufruíram da universidade pública e se deram muito bem na vida.
E se quisermos aumentar o número de pessoas de baixa renda nas universidades públicas, ampliemos a oferta de vagas, invistamos no ensino fundamental e médio (a baixa qualidade dele, combinada com o Enem e o vestibular, funciona como barreira para o ingresso dos mais pobres às universidades públicas, onde os que estudaram em boas escolas particulares têm mais chances de passar). E demos bolsas de permanência para que os mais pobres não abandonem os estudos. 
Em resumo, o jornal O Globo tentou nos enganar. As soluções são outras. A educação pública gratuita é uma conquista democrática da qual jamais abriremos mão e é imprescindível para o desenvolvimento econômico, social e humano do Brasil.
"Pescado" do site da Carta Capital

domingo, 22 de maio de 2016

ANPOCS, SBS, ABA e ABCP emitem Nota em defesa da Educação e da Ciência como políticas de Estado


A ANPOCS, SBS, ABA e ABCP vêm se juntar às manifestações da SBPC e da Academia Brasileira de Ciências em defesa da Educação e da Ciência como políticas de Estado.

Nas últimas semanas, manifestações de atores políticos e medidas administrativas, quer nos cenários estaduais, quer no federal, trouxeram à cena pública o debate em torno dos limites entre religião e política, consequentemente da liberdade de expressão e de pensamento, bem como a discussão acerca do financiamento, do planejamento e da execução de políticas públicas para a Educação e para a Ciência.

A Educação é, na sociedade contemporânea, mecanismo fundamental de democratização de acesso aos bens culturais e instrumento estratégico no processo de desenvolvimento social e econômico dos países. Em várias partes do mundo, políticas de Estado de longo prazo, laicas e independentes de flutuações na esfera política, tornaram seus respectivos sistemas de ensino provedores de recursos humanos qualificados, investindo na formação de novas gerações de profissionais preparados para desempenhar diferentes atividades no mundo do trabalho.

No Brasil, nas últimas décadas, houve avanços nesse sentido, com a universalização do acesso ao ensino básico, a expansão do ensino superior e a constituição de um sistema nacional de pós-graduação, bem como sua significativa disseminação por todo território brasileiro, revertendo ainda que parcialmente as disparidades entre o centro sul e as demais regiões do país. Nesse cenário de diminuição das desigualdades sociais e regionais, tem sido de especial importância, e sinal de avanço na formação básica dos cidadãos e cidadãs, a ênfase na formação de professores, nas ações afirmativas e no reconhecimento da diversidade sociocultural e de gênero como princípios estruturantes da ação educativa, alicerçados na ampliação do acesso aos conhecimentos científicos. Formou-se uma comunidade científica altamente qualificada academicamente desenvolvendo pesquisas nas mais diversas áreas do conhecimento. É notável, em um processo de internacionalização do conhecimento, a crescente contribuição da comunidade científica em distintas esferas da sociedade nacional, como no processo de inovação tecnológica, no campo da saúde, formulando propostas de integração entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade ambiental, produzindo conhecimento sobre os complexos processos sociais, culturais, e políticos que permeiam a trajetória da sociedade brasileira e que reverberam nos dias atuais.

Tais conquistas não podem ser dissociadas da luta pelo respeito aos dispositivos constitucionais que definem o Estado brasileiro como separado de qualquer confissão religiosa, com implicações claras para a formulação de políticas, notadamente as de educação e ciência e tecnologia. Tampouco podem ser separadas da constituição de um sistema de fomento à pesquisa através de fundações estaduais articuladas às agências federais de fomento. A construção de uma nação moderna e democrática e a consolidação de uma sociedade mais justa passam necessariamente por um compromisso permanente com a Educação e com a Ciência. Não pode haver regressão neste acordo e inseri-lo como moeda de troca no jogo político não só é imprudente como terá consequências desastrosas para o país.

Defendemos uma agenda de trabalho com participação conjunta do Estado e da comunidade científica nacional, de modo a estabelecer um fluxo regular de recursos financeiros para enfrentar os desafios do sistema educacional público do país e os investimentos necessários para o crescimento da pesquisa e da inovação.

Alegar imperativos econômicos para operar cortes nos orçamentos da Educação e da Ciência, já restritos diante das necessidades existentes, significará reverter no curto prazo conquistas operadas desde a redemocratização cujas repercussões de certo se farão sentir no curso prazo. Será mais uma vez exercer, de forma velada que seja, a censura e a restrição ao pensamento.

Reiteramos a nossa compreensão de que os desafios colocados por esta complexa pauta requerem quadros dirigentes capacitados e comprometidos com a Educação e com a Ciência, que se disponham ao diálogo com as comunidades científica e educacional no sentido de se construir soluções compartilhadas consistentes com os avanços realizados. Qualquer outra escolha significará o perigoso rumo do obscurantismo e de regressão nos planos educacional, científico e tecnológico.

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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense tem início nesta sexta (20), em São Luís

Foto ilustrativa: Internet


De 20 a 29 de maio será realizada, em São Luís, a Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense – FLAEMA. O evento, que acontecerá no Shopping da Ilha, busca valorizar a literatura maranhense e terá como tema “o Renovo da Atenas Brasileira”, o que propiciará o uso de trajes e cenários que farão alusão à Grécia Antiga.

Várias atrações serão apresentadas: presença de mais de 100 escritores, 20 horas de músicas autorais, 29 palestras, 26 eventos de artes cênicas, além de sorteio de 700 livros de autores maranhenses.

programação desta sexta (20) tem início às 10h e se estende até as 22h. Confira:

20 DE MAIO – SEXTA-FEIRA
10h00 às 10h30 - Espaço Cultura
ARTES CÊNICAS: Diálogo das Palavras com Alunos do 7º ano da UEB professora Camélia Costa Viveiros.

10h30 às 10h50 - Espaço Cultura
DANÇA: Tambor de crioula com Alunos do 8º ano da UEB professora Camélia Costa Viveiros.

10h50 às 11h05 - Templo Grego
DECLAMAÇÃO: Texto “Sete perguntas para uma dama" de José Neres com alunos do CE São Cristóvão - Anexo Jardim São Cristóvão.

11h05 às 11h20 - Templo Grego
DECLAMAÇÃO: Texto “Canção de Redenção" com diálogo entre o Sol e a Lua com alunos do CE São Cristóvão - Anexo Jardim São Cristóvão.

11h30 às 12h30 - Templo Grego
VIAGEM AO FUTURO: Escritores falam de suas obras ainda não publicadas: Hemerson Prada com Eu não ligo para o Amor, Artemise Galeno com Desfile de Crônicas, Wagner de Sousa com Restaurando Vidas através da Natureza, Felipe Gabriel comO Príncipe Bem-te-vi no Mundo da Poesia.

12h40 às 13h40 - Templo Grego
RECITAL POÉTICO: Antonio Aílton Santos Silva, autor de Compulsão Agridoce; Eloy Melonio do Nascimento, autor de Dentro de mim; Felipe Sampaio Castro da Costa, autor de A centelha de Eros, Neurivan Sousa, autor de Lume e o pequeno poeta.

13h40 às 14h00 - Recanto das letras
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS: com os escritores do recital poético.

13h50 às 14h20 - Templo Grego
PALESTRA: Apostila de Artes Visuais com Prof. Garcia Júnior do Colégio Liceu.

14h30 às 15h30 - Espaço Cultura
PROJETO ESCOLA NA FLAEMA: Apresentação sobre o livro O gato que queria ser sapo de Cleo Rolim com Alunos do 1º ano do Ensino Fundamental I do Colégio Santa Teresa.

15h30 às 16h30 - Templo Grego
LANÇAMENTO: Livro A Última Estação Do Esquecimento de Vinícius Bezerra.

16h30 às 16h50 - Recanto das Letras
SESSÃO DE AUTÓGRAFOS: com Vinícius Bezerra.

16h30 às 16h50 - Espaço Cultura.
CANTO: Coral com alunos do CE Fernando Perdigão.

16h50 às 17h00 - Templo Grego
DECLAMAÇÃO: Poema performático "Ah! Eu não posso" Maria Firmina dos Reis, com Rayslla Lorena Santos Carvalho, aluna da Unidade Integrada Maria Firmina dos Reis.

17h00 às 17h20 - Templo Grego
APRESENTAÇÃO: Livro Apenas um traficante (ainda não publicado) de Wanessa Trovão da Silva, aluna da Unidade Integrada Maria Firmina dos Reis.

17h30 às 18h30 - Templo Grego
MESA-REDONDA: O papel da leitura como fundamento da aprendizagem na escola, com Francisca Azêdo e Marilia Abreu – pedagogas e especialistas em gestão e supervisão escolar; Joelma Correa e Marise Rosa – doutoras em educação e Vitor Soares – graduado em ciências sociais e jornalismo.

18h30 às 19h30 - Espaço Cultura
MÚSICA: Flauta e violão João Neto e Mano Lopes.

19h às 20h30 - Espaço Cultura
SOLENIDADE DE ABERTURA

20h30 às 21h - Espaço Cultura
ARTES CÊNICAS: Lendas da nossa história com Tramando Teatro.

21h às 22h - Espaço Cultura

MÚSICA: Sheila Castro interpreta suas obras autorais.

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