sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Ibope e Datafolha apontam Dilma com 8 pontos de vantagem

Máxima do dia: Quem com Veja fere, com Ibope e Datafolha será ferido. :)

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São Luís está entre as capitais com maior investimento em Educação, segundo pesquisa

Pesquisa nacional aponta que São Luís ocupa a segunda posição na aplicação de recursos em Educação (Foto: prefeito Edivaldo Jr. e o secretário Geraldo Castro)

A cidade de São Luís registrou o maior investimento na área de Educação dos últimos 12 anos em 2013, segundo pesquisa nacional desenvolvida pelo portal Compara Brasil, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) e a empresa Aequus Consultoria. O levantamento foi feito a partir dos dados enviados pelos municípios à Secretaria do Tesouro Nacional, corrigidos de acordo com a inflação.

A capital maranhense está entre as que mais cresceram percentualmente na aplicação de recursos no setor, ocupando o 2º lugar entre as capitais brasileiras.  De acordo com o portal Compara Brasil, o crescimento de investimentos em São Luís foi 31,55% superior em relação a 2012. Somente Boa Vista (RR) apresentou um percentual de investimentos maior: 39,8%.

Desde que o levantamento começou a ser realizado, em 2002, a "ilha do amor" não tinha apresentado um dado tão significativo. Os investimentos em Educação também são destaques em valores absolutos: São Luís está entre as três capitais mais bem colocadas. No ano passado, o incremento registrado em gastos educacionais foi de R$ 112,8 milhões em relação a 2012.

O acréscimo em valores absolutos deixa a capital maranhense atrás apenas de Rio de Janeiro e Curitiba, onde os valores correspondem, respectivamente, a um aumento de R$ 205,7 milhões e R$ 145 milhões. Para o secretário municipal de Educação, Geraldo Castro Sobrinho, os números refletem a atenção que o prefeito Edivaldo dá ao setor.

“Desde o início, a atual administração municipal tem garantido a atenção a setores importantes de nossa cidade. É uma gestão que tem sanado problemas e atendido a anseios antigos da população, valorizando os profissionais e atentando para a qualidade do serviço oferecido”, explicou o titular da Semed.

A posição alcançada por São Luís na pesquisa nacional se deve, principalmente, às ações empreendidas até agora: valorização dos profissionais da Educação através da homologação de progressões horizontais e verticais, cujos processos estavam parados; concessão de reajuste de 9,5% para todos os docentes em 2013; reforço da segurança nas escolas; ampliação da frota de ônibus que operam o transporte escolar; realização de processo seletivo simplificado, para a contratação de 650 novos docentes; dentre outras ações.

Ao longo deste ano, várias unidades de ensino estão passando pelo processo de requalificação estrutural, sendo beneficiadas as Unidades de Educação Básica (U.E.B.) Cidade Olímpica, Luís Rego (Vila Itamar), Monsenhor Frederico Chaves (São Francisco), Leonel Brizola (Vila Luizão), entre outras.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Maranhão lidera ranking nacional de acidentes fatais no trânsito


Por Hugo Freitas

Mais um índice negativo para a coleção de "tragédias sociais" que assombram estas paragens. O Maranhão é o Estado com o maior número de acidentes fatais envolvendo motos no Brasil.

O dado é resultado de levantamento elaborado pelo Grupo Segurador BB E MAPFRE, em parceria com o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). A pesquisa analisou 360 acidentes envolvendo motocicletas com vítimas fatais em todo o país. Os dados coletados são de agosto de 2012 a julho de 2013.

Com apenas 3,3% da frota nacional de motocicletas, o Maranhão é responsável por 9,7% dos registros de acidentes fatais. Em segundo lugar está Pernambuco, com 9,4% dos casos de colisões, seguido pela Bahia, que ocupa a terceira posição do ranking nacional, com 8,8%.

Ceará e Piauí respondem ambos por 6,4% das estatísticas, seguidos pela Paraíba com 2,8% dos acidentes com vítimas. O sétimo lugar ficou com Alagoas (2,5%), acompanhado por Sergipe (1,9%) e, por fim, o Rio Grande do Norte, com 1,1%.

Como se pode observar, o estudo mostrou que o Nordeste concentra 49% dos acidentes fatais ocorridos em todo o país, região que detém 26,3% da frota de motocicletas.

A pesquisa nacional revelou que a maior causa dos acidentes, 73% dos casos, é provocada por imprudência dos próprios motociclistas. Em segundo lugar, estão as colisões com automóveis (11%), seguido por caminhões (7%), e, na quarta posição, são batidas envolvendo animais nas estradas (6%). Problemas na via (buracos, falta de sinalização etc.) e problemas mecânicos (com o veículo) respondem pelas menores causas de acidentes, 1% cada.

Outra pesquisa, do DATASUS/DPRF, mostra que os acidentes de motos no Maranhão representam 60% somente em São Luís, capital e a maior cidade do Estado. Somente entre janeiro e agosto de 2013, foram registrados 664 acidentes envolvendo esse tipo de veículo.

Daí decorre um número também maior de vítimas internadas nos hospitais maranhenses. Nos meses de julho e agosto do ano passado, foram internados no Socorrão II, na capital, 166 pessoas vítimas de acidentes com motos. No Socorrão I, das 341 pessoas que fizeram algum tipo de cirurgia, um total de 277 se acidentaram em São Luís.

Não obstante, segundo estatística realizada pela Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor, os pacientes vítimas de acidentes de trânsito caracterizaram-se por serem, em sua maioria, jovens e adultos, do sexo masculino (71,7%), solteiros (54,0%), com escolaridade até o ensino fundamental (49,3%) e residentes em área urbana (91,8%).

O assunto foi tema de audiência pública esta semana na Câmara de Vereadores de São Luís, tendo como resultado a elaboração de um Projeto de Lei para a criação do Comitê Municipal de Prevenção de Acidentes de Motos, cujo objetivo será minimizar os altos índices registrados em solo maranhense.

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quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A diferença de postura de um deputado eleito

Wellington do Curso retorna às cidades para agradecer, pessoalmente, ao povo que o elegeu

Por Hugo Freitas

O professor Wellington do Curso, eleito deputado estadual no Maranhão pelo PPS, vem adotando uma postura diferente dos demais políticos tradicionais na forma de tratar o público que o agraciou com um mandato para a Assembleia Legislativa.

Eleito com 22.896 votos, Wellington tem viajado por todo o estado realizando palestras a alunos do Ensino Médio e, também, agradecendo a expressiva votação alcançada nas cidades que o escolheram como seu representante na "Casa do Povo".

“Estou refazendo as viagens de volta a todas as cidades que percorri durante a campanha. Foram três meses conhecendo e acompanhando de perto a realidade de cada maranhense. Volto agora não para cumprir agenda política, mas para AGRADECER ao carinho e aos votos conquistados nessas cidades”, declarou o eleito.

Professor e empresário de um dos mais renomados cursos preparatórios para vestibulares da capital maranhense, Wellington do Curso promete lutar na Assembleia pela intensificação de políticas públicas para melhorar a qualidade do ensino no Maranhão, um dos estados com os piores índices de analfabetismo do país.

Dentre as propostas, o docente pretende legislar em prol da valorização dos profissionais da educação com melhores salários, capacitação profissional continuada, melhores condições de trabalho e ampliar o acesso das crianças, jovens e adultos aos diversos níveis de ensino.

“Ser professor é promover o saber universal, especializar políticos, médicos, cientistas, técnicos, administradores, artistas, ou seja, todas as profissões. É apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés. Afinal, são os educadores que constroem o futuro”, disse o eleito em um evento que homenageou o Dia dos Professores, no Maranhão.

A postura adotada por Wellington de agradecimento pela vitória alcançada nas urnas o torna diferente de muitos parlamentares (re)eleitos que, após o resultado do pleito, tradicionalmente buscam refúgio em outros estados, até mesmo em outros países, alegando "cansaço" ou mesmo "necessidade de férias" por conta da jornada eleitoral.

Trocando em miúdos, enquanto muitos direcionam as sobras pecuniárias de campanha para passeios e viagens internacionais, evitando assim o contato com seus eleitores, que só terão a oportunidade de revê-los pela televisão ou na próxima eleição, Wellington do Curso faz o sentido inverso: vai aonde o povo está, para agradecer e celebrar.

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terça-feira, 21 de outubro de 2014

DILMA E AÉCIO: "Duas Políticas para a Universidade Pública"


Prezado leitor, em virtude da proximidade do segundo turno do pleito presidencial, domingo (26), e do último debate eleitoral entre os candidatos Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB), que será realizado na próxima sexta-feira (26), na TV Globo, apresento-lhe um interessante e instigante texto, intitulado "Duas políticas para a universidade pública", produzido por um professor de uma universidade federal que vivenciou, in loco, os governos FHC e Lula no tocante às políticas públicas voltadas para o ensino superior no Brasil.

Vale a pena ler e refletir sobre o seu teor, sem deixar de descurar sobre o local de fala do autor.

Boa leitura e bom voto!

Duas políticas para a universidade pública

Por Wolfgang Leo Maar
Professor de Filosofia Política da Universidade Federal de São Carlos

Com FHC, a educação deixou de ser um fim estruturante para se tornar subordinada à política econômica e à sua lógica. O governo do PT, entre outras coisas, recuperou salários, aumentou o quadro de pessoal, criou mais de 70 mil bolsas de graduação para estudantes no exterior, 850 mil bolsas de graduação pelo Prouni, fez o Reuni, e a produção científica nas federais quadruplicou em relação a 2002

O importante é desconfiar sempre e nunca perder de vista a realidade concreta particular, como sempre insistia o autor de "O Capital". 

A manipulação pela grande imprensa procura fixar opiniões gerais nos leitores, ouvintes e espectadores, sem qualquer comprovação ou base concreta específica. Por isso ocorre o contraste verificado nas opiniões, tão logo se questiona uma situação concreta e determinada. O exemplo clássico é o já muito citado caso do contraste entre respostas a questões do tipo “Como vai o País?” e “Como vai a sua vida?”.

Muito já foi divulgado acerca da diferença entre as políticas para o ensino superior do governo tucano e do governo petista. Este mesmo espaço do Brasil Debate já ofereceu excelentes contribuições, mostrando os inegáveis avanços nos últimos 12 anos.

Aproveito para acrescentar minha experiência pessoal concreta e específica neste caso.

Durante um período do governo do PSDB e durante um bom tempo do governo do PT, fui membro do Conselho Universitário da Universidade Federal de São Carlos. Pude assim acompanhar de perto a situação da instituição.

O governo tucano foi marcado por oito anos no Ministério da Educação pela figura de Paulo Renato Souza (professor da Unicamp) de triste memória. Ele se dedicou a seguir à risca o nefasto receituário da reforma universitária pautada pelo Banco Mundial a partir de Washington: estímulo à privatização do ensino superior e abandono do sistema público.

Com FHC, a educação deixou de ser um fim estruturante: a política educacional foi inteiramente subordinada à política econômica e à sua lógica.

O resultado foi uma universidade de joelhos, como não ocorreu sequer na ditadura. Expansão zero do sistema federal de ensino superior. Houve arrocho salarial (muitos anos de reajuste zero: entre 1995 e 2002 houve uma perda de valor real de 38% nos salários) e o congelamento do valor das bolsas de estudo.

Ocorreu a contenção no quadro de docentes e servidores (praticamente nenhum contrato novo e nenhuma substituição de aposentados) com a criação do precário quadro do “professor substituto”, uma espécie de “horista” federal.

Prevaleceu o tratamento a pão e água no custeio e no investimento das instituições (no final do ano, o Conselho Universitário suava para conseguir contemplar as contas atrasadas de luz, água e telefone). Recursos para aquisição de livros? Bolsas para alunos? Alojamento estudantil? Equipamentos de laboratório?

A política de desenvolvimento dependente e subordinada seguida nos anos FHC (professor da USP) colocou em segundo plano a pesquisa no País: o que era importante viria de fora, dizia-se.

As universidades federais deveriam parar de se dedicar à investigação científica, com poucas exceções. Isso demonstra como é uma farsa a pretensa política tucana de seguir padrões de competência e mérito! E o ensino? Bem, conforme disse FHC, só “vira professor o coitado que não consegue fazer pesquisa”…

Obviamente, tal penúria não combinava com diálogo com as universidades. Exigia-se mão de ferro. Um reitor da época relatou o único encontro que o ministro teve com os dirigentes federais, logo no início de sua gestão: mandou retirar todas as cadeiras de uma sala de reuniões com exceção da sua própria, obrigando os reitores a ouvirem de pé seu longo discurso, após o que se retirou de imediato e deixou um auxiliar para responder eventuais perguntas.

Para completar sua política contra as universidades federais, nos últimos meses do governo o ministro apressou-se em facilitar a abertura à privatização da educação: liberou a criação de 149 instituições e 821 cursos de ensino superior privado.

Foi o maior crescimento sem qualquer critério de mérito (novamente a farsa do discurso tucano da competência!) de faculdades e universidades com fins lucrativos já registrado em nossa história, fortalecendo de modo inédito o lobby das mesmas.

Que diferença com o governo de um operário sem formação acadêmica, que logo ao assumir convocou todos os reitores das instituições federais a Brasília para um contato direto e cordial…

Durante o governo do PT, houve uma importante mudança na relação com a comunidade universitária, que se envolveu diretamente na expansão do sistema. Houve uma recuperação salarial para docentes e servidores, bem como o aumento significativo do quadro de pessoal: de menos de 50 mil em 2002 passaram a mais de 75 mil em 2013. Hoje os salários recuperaram o nível real de 1995, embora ainda muito aquém do necessário.

Ainda não é uma maravilha, mas houve uma grande expansão com o programa Reuni, com 18 novas universidades, das quais 4 no governo Dilma (contra zero no governo FHC).

Junto com grande expansão nas instituições já existentes, mais do que dobrou o número de matrículas: hoje são 325 mil vagas, e 1140 mil alunos matriculados na rede federal de ensino superior.

O orçamento da educação passou dos cerca de 4% que foi durante o governo tucano até 2002, para 6,2% em 2013. O Enem é usado no lugar dos vestibulares e se generalizou uma política de cotas raciais e para os provenientes do ensino público.

O valor das bolsas da Capes e do CNPq, antes congelado, aumentou 67%. Criaram-se 71.400 bolsas de graduação para estudantes no exterior e houve 850 mil bolsas integrais de graduação pelo Prouni. A produção científica nas universidades federais quadruplicou em relação a 2002, atingindo 24.400 publicações em revistas internacionais em 2013 (as estaduais paulistas, referência nesse caso, aumentaram cerca de 2,5 vezes no período).

Agora existem as condições dinâmicas para um crescente desenvolvimento das universidades com competência e justiça social, totalmente ausentes no período tucano.

Quem foi, é ou pretende ser da comunidade acadêmica e vota em Aécio, bom sujeito não é: ou é ruim da cabeça, ou tem má-fé…

PS: Texto publicado originalmente no dia 19.10.2014 e "pescado" do site Brasil Debate

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