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quarta-feira, 30 de julho de 2014

BATALHA FEDERAL: FLÁVIO DINO, LOBÃO FILHO E A EMBRATUR

Disputa pelo governo estadual entre o comunista e o peemedebista chega à esfera federal

Por Hugo Freitas

A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), órgão do governo federal que promove o turismo brasileiro no exterior, divulgou nota nesta terça-feira (29) apresentando sua versão referente às denúncias contra a gestão de Flávio Dino (PCdoB) à frente da instituição.

Flávio foi presidente da Embratur de junho de 2011 a março de 2014, posto alcançado por indicação da presidente Dilma Rousseff (PT). E agora está sendo alvo de acusações oriundas de seu principal adversário na disputa eleitoral pelo comando do Governo do Maranhão, senador Edison Lobão Filho (PMDB).


DENÚNCIA

O Tribunal de Contas da União (TCU) recebeu no último dia 24/07 o ofício do Senado Federal solicitando uma auditoria no contrato da empresa CPM Braxis Outsourcing S.A com a Embratur no ano de 2012, durante a gestão do ex-presidente Flávio Dino (PCdoB).

O ofício do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), foi encaminhado ao presidente do TCU, ministro Augusto Nardes. No tribunal, o ofício foi protocolado sob o número 51.557.818-6.

No requerimento aprovado no Senado, no último dia 16, foi solicitada auditoria para apurar a legalidade e a economicidade da prorrogação do contrato nº12/2009 com a CPM Braxis Outsourcing.

O aditivo do contrato da Embratur com a CPM Braxis Outsourcing foi assinado em 2012, pelo então presidente do instituto Flávio Dino.

CONTRATO

A empresa Braxis presta serviços de informática e tecnologia da informação e aceitou montar uma central de suporte para os funcionários da Embratur, em 2009. O problema é que o preço para esse trabalho foi retirado de uma ata especial de licitação feita para a Universidade Federal da Bahia, um ano antes.

As especificações técnicas para a UFBA previam atendimento de 48 mil chamadas ao ano. Na Embratur, esse número não passaria de 5.311, ou cerca de 20 chamadas por dia. O custo de cada chamada/atendimento paga pela Embratur chegou a R$ 564,86. O preço total do contrato anual foi fechado em R$ 2.999.999,97.

Mesmo com tanta diferença de projetos, Flávio Dino assinou o aditivo, dando mais 12 meses de contrato à empresa. Os auditores descobriram que o orçamento não foi detalhado como manda a lei de licitações (Lei 8.666/93).

O mesmo valor cobrado para atender os 230 funcionários da autarquia de turismo foi também usado na Bahia para atender 4.850 estações de trabalho, com uma rede digital cobrindo quatro locais distantes: Salvador, Vitória da Conquista, Barreiras e Oliveira dos Campinhos.

DEFESA

Sobre as acusações, a Embratur emitiu "Nota de Esclarecimento" na qual nega que tenha havido qualquer irregularidade nas contas do órgão, que constam como aprovadas pela Controladoria Geral da União.

Na Nota, o órgão federal destaca que a renovação do contrato em 2012 obedeceu a "preços de mercado" e a critérios técnicos e jurídicos favoráveis e que irá "tomar as providências cabíveis" para resguardar a sua imagem institucional.

Leia a seguir a íntegra da Nota:

“A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) tem verificado que seu nome está sendo utilizado indevidamente no processo eleitoral do ano em curso. Sendo assim, informa que a Procuradoria Federal do Instituto está apurando as ocorrências para tomar as providências cabíveis, a fim de resguardar a imagem institucional do órgão.

Informa, também, que não há qualquer irregularidade nas contas da Embratur, que constam como aprovadas pela CGU (Controladoria Geral da União), bem como pelos demais órgãos de controle da União.

A respeito do Contrato nº 12/2009 com a empresa CPM Braxis, a Embratur destaca que a renovação do contrato realizada em 2012 foi precedida de pesquisa de preços de mercado e de análises técnica e jurídica favoráveis.”

Resta saber qual será a posição da presidente Dilma em relação a esta celeuma, uma vez que tanto Dino quanto Lobão Filho se agarram na imagem da petista para alavancar suas campanhas no Maranhão, com a ressalva de que o comunista está aliançado com os três principais presidenciáveis - Aécio Neves (PSDB), Eduardo Campos (PSB) e a própria Dilma Rousseff (PT) -, enquanto o peemedebista faz juras de fidelidade ao comando do governo federal.

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sábado, 5 de julho de 2014

Coligação "Todos pelo Maranhão" registra candidatura ao Governo e ao Senado

Flávio Dino (PCdoB) homologou candidatura a governador no TRE-MA acompanhado de seus correligionários

A coligação Todos pelo Maranhão – que reúne o PCdoB, PSB, PTC, PPS, PDT, PSDB, PP, PROS e Solidariedade, com apoio da Militância Petista – registrou a candidatura a governador de Flávio Dino (PCdoB), com Carlos Brandão (PSDB) de vice e Roberto Rocha (PSB) na vaga de senador.

O registro foi realizado nesta quinta-feira (03), no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), em São Luís.

Juntamente com as candidaturas, foram registradas as 65 propostas da coligação, debatidas ao longo de mais de um ano em eventos realizados em mais de 100 cidades.

Para a vaga de primeiro suplente ao Senado, foi registrado o nome de Pinto da Itamaraty (PSDB), e Paulo Matos (PPS) para segundo suplente.

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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Flávio Dino garante que o PPS terá espaço num eventual governo do PCdoB

Flávio garante espaço ao PPS de Eliziane

Por Hugo Freitas

Durante a convenção estadual do PPS, realizada na última segunda-feira (30/06), na sede do partido, em São Luís, o candidato a governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirmou que a legenda popular-socialista terá espaço numa eventual vitória eleitoral e posterior governo do PCdoB.

Acompanhado do candidato ao Senado, Roberto Rocha (PSB), Flávio falou sobre a renúncia da candidatura própria do PPS ao governo do estado em prol de seu nome, assegurando espaço para a legenda. “O PPS sairá maior nesta eleição. Quero garantir que o PPS será valorizado no nosso governo pela sua história e luta”. E completou: “O nosso propósito não é apenas vencer, mas é acima de tudo, governar bem".

Roberto Rocha também ressaltou o ato de "abnegação" do PPS em prol da candidatura majoritária do PCdoB de Flávio. "Estamos na casa do PPS, porque somos amigos do PPS. Vamos juntos levar o grito de liberdade para todo o Maranhão. Sempre respeitamos a possibilidade de candidatura do PPS, mas estamos felizes em poder contar com a Eliziane. Acredito que a abnegação do partido foi pensando no melhor para o Maranhão”, destacou Rocha.

No evento, foram homologadas as candidaturas a deputados estaduais e federais do PPS. A sigla aprovou 3 nomes para a disputa das vagas de deputado federal e 22 nomes para as vagas de deputado estadual, sendo 15 homens e 7 mulheres.

Foi definido ainda que o secretário geral do PPS no Maranhão, Paulo Matos, ficará com a vaga de segunda suplência para o Senado Federal.

Por fim, Eliziane Gama ressaltou que o sentimento coletivo preponderou em sua decisão de abrir mão da tão sonhada (e desejada por muitos) candidatura própria.

“O PPS entra para história porque abre mão do ‘eu’ para atender ao sentimento popular. Não poderíamos agir de outra forma. Queremos alcançar os sonhos que foram roubados há décadas. O nosso gesto de abnegação é pensando que podemos fazer do Maranhão o melhor estado do Brasil para se viver”, concluiu.

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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Flávio Dino sofre representação do Ministério Público por propaganda eleitoral antecipada

Segundo o MPE, Dino pediu votos em evento jurídico

A Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão (PRE/MA), por meio do procurador eleitoral auxiliar Juraci Guimarães Júnior, encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral no Estado (TRE-MA) representação contra Flávio Dino de Castro e Costa (PCdoB), pré-candidato à eleição de 2014, por realizar propaganda eleitoral antes do prazo do dia 7 de julho, estabelecido pela Lei nº 9.504/97.

Para o Ministério Público Eleitoral, Flávio Dino fez propaganda eleitoral antecipada ao pedir votos em palestra realizada no dia 29 de maio. O fato ocorreu durante o evento denominado “Diálogos Jurídicos: Flávio Dino e Alexandre de Moraes debatem 'Constituição e o Estado Republicano'”, realizado no Hotel Rio Poty, em São Luís.

Após a palestra ministrada por Alexandre de Moraes, ao fazer uso da palavra para encerrar o evento, o pré-candidato afirmou: “na impossibilidade de votar nele (palestrante Alexandre de Moraes) espero que votem nesse humilde servo do Senhor que aqui está”.

Segundo o Procurador Juraci Guimarães Júnior, a realização de seminário interno não pode ser desvirtuada para promover a campanha de pré-candidato, o que deve ser reprimido pelo Ministério Público Eleitoral e pela Justiça Eleitoral.

Com informações da Procuradoria da República no Maranhão

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quinta-feira, 19 de junho de 2014

As Perdas Políticas do PDT no Maranhão

Em evento com Carlos Lupi, presidente nacional da legenda trabalhista, PDT oficializou apoio a Flávio Dino (PCdoB)

Por Hugo Freitas

A sucursal do Partido Democrática Trabalhista (PDT) no Maranhão foi, até agora, a legenda que acumulou as maiores perdas no jogo político estadual.

Antes cotadíssimo para assumir a vaga de vice-governador na chapa do candidato Flávio Dino ao Palácio dos Leões, o PDT teve de engolir a quebra de acordo do PCdoB para consigo, que entregou a vaga de vice ao PSDB de Carlos Brandão e cia.

Além de ter ficado sem a disputada vaga, o PDT também ficou sem a candidatura própria ao Governo do Maranhão, confirmando assim o "blefe" dos caciques do partido, que viam no médico Hilton Gonçalo aquele que iria preencher a lacuna deixada por Eliziane Gama (PPS) em torno de uma "terceira via" nestas eleições (entenda aqui), em oposição à engessada e carcomida dicotomia "sarneysistas versus antissarneysistas", atualizada na disputa entre Lobão Filho (PMDB) e Flávio Dino (PCdoB).

Agora, restou ao partido de Leonel Brizola e Jackson Lago correr atrás das (também "prometidas") possíveis suplências de senador, coisa que só se concretizará em caso de vitória de Roberto Rocha (PSB), o candidato único ao Senado Federal pelo campo da oposição dinista, já que o ex-prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) teve seu nome vetado pela Executiva Estadual do tucanato maranhense para essa disputa.

Assim, o partido com a maior militância do Maranhão deixou de ser protagonista no processo eleitoral para ser mais um coadjuvante na campanha do candidato comunista, ao passo que terá que lutar, com foice e martelo, para que as secretarias, as bases eleitorais e os privilégios prometidos hoje sejam, de fato, garantidos amanhã.

Eis uma "humilhante" tarefa para um partido que preferiu se apequenar ao ter que demonstrar novamente sua grandeza no jogo político maranhense.

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segunda-feira, 16 de junho de 2014

"CANDIDATURA DO PCdoB É UMA DISSIDÊNCIA DA OLIGARQUIA SARNEY", afirma LUÍS PEDROSA

Pré-candidato ao Governo do Maranhão pelo PSOL, Pedrosa igualou grupo de Flávio Dino ao de Sarney

O advogado Luís Pedrosa (PSOL) vem demonstrando que não terá medo de ser enquadrado pelos oposicionistas como um defensor do "sarneísmo", por ter coragem de bater forte na candidatura comunista.

Durante a convenção estadual do seu partido no último sábado (14), o pré-candidato a governador disse a este jornalista com exclusividade: "A nossa candidatura existe para contrariar a tese de que o PCdoB é oposição no Maranhão, nós achamos que a candidatura do PCdoB é uma dissidência interna da oligarquia Sarney, tanto que os principais representantes dessa oligarquia migraram para essa candidatura do PCdoB".

A frase de Luís Pedrosa veio acompanhada da explicação. "Não enxergamos nenhuma diferença entre uma candidatura que está fazendo articulações com latifundiários e representantes do agronegócio com aquela apresentada pelo grupo Sarney", completou.

De acordo com Pedrosa, a sua candidatura é a que representa o verdadeiro espírito da oposição no Maranhão e não o grupo que está posto no momento e se coloca como tal.

O pré-candidato a governador pelo PSOL diz que do ponto de vista programático há uma necessidade histórica de apresentar à população um cenário de transformações reais e não só de discurso como vem ocorrendo atualmente.

Pedrosa ainda critica o método de condução da campanha de Flávio Dino (PCdoB) que é amparado por financiamento privado e que, no futuro, isto trará o custo para o poder público.

Na última eleição o candidato a governador do PSOL, Saulo Arcângeli (hoje no PSTU) ficou muito distante de obter pelo menos 1%. Porém, desta vez, o partido deve ter um desempenho melhor por conta do posicionamento do advogado Luís Pedrosa, que promete não se curvar às pressões dos dois grupos políticos.

Fonte: Editado do Blog do Diego Emir

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quarta-feira, 11 de junho de 2014

PCdoB realiza Convenção Estadual no dia 29 de junho, em São Luís

Partido de Flávio Dino chega fortalecido nas convenções

Por Hugo Freitas

O presidente estadual do PCdoB, jornalista Márcio Jerry, informou que a Convenção da legenda comunista, que definirá os candidatos que concorrerão nas eleições de outubro representando o PCdoB-MA, acontecerá no domingo, 29 de junho, em São Luís, e contará com militantes de todo o Maranhão. O evento acontecerá a partir das 8h em local ainda a ser informado.

Além da confirmação da candidatura do ex-juiz federal Flávio Dino de Castro e Costa (PCdoB) para a disputa ao Governo do Estado, o evento apresentará os nomes dos candidatos comunistas que lutarão por assentos na Assembleia Legislativa do Maranhão (AL) e na Câmara dos Deputados, em Brasília, com a assunção dos candidatos a deputados estaduais e federais.

O PCdoB chega fortalecido nas vésperas das convenções partidárias, após a confirmação do fechamento da aliança com o PDT de Carlos Lupi (confira aqui). Com isso, os comunistas maranhenses terão 08 partidos em sua coligação (PDT, PSDB, PSB, PPS, PP, PTC, PROS e SOLIDARIEDADE).

Atualmente, o PCdoB lidera a bancada de oposição ao governo de Roseana Sarney (PMDB) na AL através do deputado Rubens Pereira Júnior.

Antes da convenção partidária maranhense, os membros do PCdoB participarão da convenção nacional do partido em Brasília, evento que indicará os rumos dos comunistas em todos os estados. O evento nacional acontece no dia 27 de junho, na capital federal.

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PDT VAI DE FLÁVIO DINO NO MARANHÃO

Carlos Lupi teve de engolir a quebra de acordo do PCdoB do próprio Flávio

Por Hugo Freitas

Agora é oficial! O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou na noite desta terça-feira (10), em Brasília, que a legenda trabalhista irá apoiar a candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão.

Após inúmeras negociações, inclusive com o PMDB do senador Lobão Filho, que ofereceu aos trabalhistas a vaga de vice em sua chapa governista, Lupi optou por seguir o desejo da maioria dos "figurões" pedetistas maranhenses que foram à capital federal solicitar a permanência do partido no campo oposicionista.

Com essa decisão, encerra-se a discussão sobre o lançamento de uma candidatura própria do PDT ao governo do Estado, que tinha no médico e empresário Hilton Gonçalo a tentativa de concretização de uma "via alternativa" que quebrasse a polarização entre Flávio Dino e Lobão Filho.

Pelo visto, Lupi foi pressionado pelos caciques da sucursal pedetista no Maranhão a engolir a quebra de acordo do PCdoB de Flávio, que não honrou o compromisso assumido em 2012 com os trabalhistas quando deu a vaga de vice, em maio passado, ao PSDB de João Castelo e Carlos Brandão.

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segunda-feira, 9 de junho de 2014

Semana decisiva para PSDB e PDT no Maranhão

Flávio Dino e João Castelo, aliados que se "bicam" na questão Senado (Imagem: Internet)

Faltando um dia para o início oficial do período em que os partidos políticos já podem realizar as convenções que homologarão seus destinos nas eleições deste ano, pelo menos duas legendas da oposição, o PSDB e o PDT, ainda dependem de debates internos para definir rumos eleitorais.

Nos dois casos, reuniões marcadas para acontecer amanhã [terça-feira] devem encerrar debates internos que se estendem há meses e impedem a oficialização de alianças sobre as quais membros das duas siglas não podem ainda falar abertamente.

No caso do PSDB, a Executiva Nacional, através do senador Aécio Neves, presidente do partido, já autorizou a adesão à coalizão comandada pelo pré-candidato do PCdoB ao Governo do Estado, Flávio Dino.

Pelo acordo, o deputado federal Carlos Brandão, presidente estadual da legenda, será o candidato a vice-governador da chapa. O problema é o desejo do ex-prefeito de São Luís, João Castelo, de disputar a eleição como candidato a senador. Ele lidera todas as pesquisas de intenções de votos nas quais é incluído.

Para alguns tucanos, como a oposição já havia fechado questão em torno da pré-candidatura do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB) ao Senado, e o PSDB exigia apenas a vaga de vice, dar a Castelo o direito de candidatar-se a senador seria romper um acordo.

“Temos um acordo de que a vaga de vice fica com o PSDB. Quando há um membro do partido que quer sair candidato ao Senado, se for confirmado, há uma quebra no acordo e acredito que o PSDB não ficará na chapa”, analisou o prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, em entrevista a O Estado no fim da semana passada.

Aparentemente isolado no PSDB – no qual tem contado apenas com o apoio da filha, a deputada estadual Gardênia Castelo, e do também deputado estadual Neto Evangelista -, Castelo tem, contudo, reafirmado o quanto pode o desejo de candidatar-se.

Para ele, o acordo com o PCdoB limitou-se ao apoio à pré-candidatura de Flávio Dino. “O PSDB já tomou as suas decisões. Ele resolveu fazer um acordo com o candidato a governador Flávio Dino para o Governo. Inclusive aceitou a sugestão de Flávio Dino para colocar o vice. Agora, a candidatura de senador é outra majoritária, que cada partido pode ter. O PSDB tem um candidato e eu confirmei essa pré-candidatura num grande encontro do PSDB em Imperatriz, com a presença de vários companheiros, inclusive do Flávio Dino”, disse, em recente entrevista à TV Guará.

Na reunião de amanhã, há expectativa de que uma decisão final seja tomada sobre o impasse e os tucanos já saiam com a definição de uma data para a convenção estadual, que provavelmente ocorrerá em Imperatriz.

Decisão – Entres os pedetistas, a expectativa é de que a decisão final sobre de que lado estará o partido em outubro, seja tomada também amanhã. O PDT ainda é contabilizado entre os membros da coalizão dinista formada para o pleito deste ano, mas o PMDB tem mantido contatos intensos com o presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, tentando uma composição.

A vaga de vice-governador na chapa do pré-candidato peemedebista, senador Edison Lobão Filho, já foi oferecida, mas um posicionamento oficial só sai com o aval de Lupi, único autorizado a falar sobre a estratégia pedetista para a disputa no Maranhão.

“A Executiva Nacional se reunirá para definir o rumo do partido. Dessa reunião, sairemos também já com a data da convenção”, afirmou o secretário-geral do partido, deputado federal Weverton Rocha.

Fonte: Jornal O Estado do Maranhão

Comentário do blog: Muito se especula que Castelo será mesmo candidato a deputado federal, a fim de manter a aliança com o PCdoB em torno do nome de Flávio Dino ao governo e Roberto Rocha (PSB) ao Senado.

Contudo, em se tratando de um ex-prefeito tucano que perdeu a cadeira do Executivo municipal justamente para o candidato apoiado pelo comunista e pelo socialista, a meu ver a "questão Senado" aparece como uma oportunidade para Castelo dar o "troco" (entenda aqui).

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domingo, 25 de maio de 2014

O RENASCIMENTO DE CASTELO: DA APOSENTADORIA À DISPUTA PELO SENADO

O tucano João Castelo (PSDB) voltou à cena política com a ajuda do seu outrora adversário, o comunista Flávio Dino (PCdoB)

Por Hugo Freitas

Antes simbolizado como sinônimo do "atraso", representante do que há de mais "retrógrado" na política maranhense, praticamente "expulso" da Prefeitura de São Luís pela "oposição dinista" e pelo povo ludovicense, chegando ao ponto de anunciar sua "aposentadoria", João Castelo (PSDB) ressurge no cenário político local, agora apoiado e apoiando o mesmo grupo que outrora o havia condenado ao "ostracismo".

Castelo foi o primeiro prefeito da capital maranhense que não conseguiu se reeleger desde o advento da reeleição, em vigor a partir das eleições de 1998. O infortúnio do tucano se deu graças à sua mal fadada administração municipal, bem como a uma forte estratégia político-midiática orquestrada pelo até então seu adversário maior, Flávio Dino (PCdoB).

O comunista ajudou a destronar Castelo após ter perdido para o tucano as eleições municipais de 2008, quando o que estava em jogo era a máquina pública de São Luís.

Quatro anos depois, Dino volta a participar de um pleito municipal (após a derrota eleitoral para Roseana Sarney, em 2010, na disputa pelo governo do estado) apoiando Edivaldo Holanda Júnior (PTC), que antes era aliado do mesmo Castelo. Naquelas eleições de 2012, o tucano sofreu com os incessantes "ataques" desferidos pela imprensa e blogs alinhados a Flávio e Edivaldo.

Somados a esses "ataques midiáticos" estavam os graves problemas gerados durante a gestão do prefeito tucano em São Luís (2009-2012), entre os quais o não pagamento de salários aos servidores municipais e, principalmente, o desvio de R$ 73 milhões dos cofres públicos, fato fortemente denunciado e explorado à exaustão pela imprensa dinista, mas que até hoje os órgãos de fiscalização tributária e da Justiça maranhense parecem ter feito vista grossa sobre o seu paradeiro.

Naquela ocasião, Flávio Dino pincelava João Castelo como "representante do atraso". Os "ataques" da mídia dinista aliados à péssima administração castelista e a uma forte rejeição do eleitorado ludovicense, que se materializou na derrota para Edivaldo e na perda da cadeira de prefeito de São Luís, levaram Castelo ao ponto de anuncia sua "aposentadoria política" (relembre aqui).

João Castelo, de "representante do atraso" à "honra" no palanque comunista

Mas, como reza o adágio popular, "nada como uma eleição após a outra". E eis que o tucano voltou ao palco das disputas político-partidárias com as bênçãos da mesma imprensa dinista que o defenestrava até então. E o responsável por esse "retorno" ou "renascimento" de Castelo foi o próprio Flávio Dino, que declarou publicamente: "seria uma honra ter Castelo no meu palanque" (reveja aqui).

Após essa declaração, o PSDB, partido de Castelo, que estava afastado do centro das discussões políticas em torno da composição da chapa de Flávio, entrou de vez na corrida eleitoral, a ponto de ser disputado a foice e martelo tanto pelos governistas, quanto pelos oposicionistas. E tudo isso acabou fortalecendo o nome de João Castelo, que passou a ser considerado "importante liderança política", cuja aliança seria "fundamental" para as intenções de Dino chegar ao comando do Palácio dos Leões.

Só que os comunistas parecem não ter contado com a astúcia do velho tucano. Desferindo um "golpe de mestre" em Dino, Castelo e o PSDB conseguiram emplacar não só o candidato a vice-governador no "chapão oposicionista", como sonhavam os comunas de olho no tempo de TV dos tucanos, mas de quebra garantiram um membro do tucanato maranhense na disputa pela vaga de senador.

Uma vez que o próprio Flávio Dino reconheceu a "importância" de Castelo, o mesmo não perderia a oportunidade de candidatar-se ao Senado Federal, agora com o aval de seu outrora adversário.

Além disso, Castelo conta com pesquisas de consumo interno e de outros institutos que o colocam como líder em todos os cenários na disputa pela cadeira de senador contra seu principal oponente, o vice-prefeito de São Luís Roberto Rocha (PSB), até agora o "ungido" pela oposição dinista como "candidato único" ao Senado (relembre aqui).

Foi esse o trunfo que o tucano utilizou para convencer o presidente nacional do PSDB, o presidenciável Aécio Neves, a garantir-lhe o direito de participar dessa disputa, conforme pode ser constatado aqui.

Dino trouxe Castelo para seu lado, e agora tem de lidar com o desejo do tucano de disputar o Senado, contrariando a vontade de outro aliado do comunista, o socialista Roberto Rocha, que reivindica o cumprimento do acordo em ser o "candidato único" da oposição

Castelo voltou por cima depois de ter perdido a prefeitura para Edivaldo. Hoje, o tucano faz parte do mesmo grupo político que dá sustentação ao atual prefeito de São Luís. Agora, ele sai renascido para o Senado e com força suficiente para alavancar a candidatura do deputado estadual Neto Evangelista (PSDB) - que foi vice de Castelo em 2012 - ao comando do Palácio de La Ravardière, em 2016, contra o próprio Edivaldo, que deve tentar a reeleição.

E agora? Quem irá demover Castelo do desejo de disputar o Senado? O mesmo já garantiu que será candidato, independentemente dos outros partidos e/ou adversários. Afinal, para Castelo, eleição para governador é uma coisa e, para senador, é outra completamente diferente. (Confira o anúncio oficial feito por Castelo em Imperatriz publicado com exclusividade aqui).

Flávio Dino corre contra o tempo para tentar apagar o incêndio provocado dentro de seu núcleo político provocado por ele mesmo. Inclusive, há nos bastidores fortes rumores de que Dino estaria articulando  abdicação de Roberto Rocha da vaga de senador para ficar com a vaga de vice-governador na chapa. Dessa forma, o atual vice, Carlos Brandão (PSDB), seria contemplado com importantes redutos eleitorais para garantir sua reeleição de deputado federal.

Rocha já avisou, reiteradas vezes, que não aceita Castelo no chapão como candidato ao Senado. Se isto acontecer, o vice-prefeito lança-se na disputa pelo governo. De quebra, o socialista levaria o seu partido, o PSB, a também romper com o comunista, o que implicaria a perda definitiva de importantes redutos controlados por aliados de Dino no Maranhão (conheça aqui).

Em verdade, os problemas políticos provocados por Dino são fruto de seu afã em conquistar, a qualquer custo, o governo do estado, mesmo que tenha que se aliar a "dissidentes da oligarquia" que diz combater (entenda aqui) e a adversários que antes considerava como sinônimo do "atraso" (veja aqui), reproduzindo assim o velho pragmatismo político que fez e ainda faz escola no Maranhão, o que contradiz o já desgastado "discurso da mudança".

De uma coisa pode-se ter certeza, a entrada dos tucanos na chapa dos comunistas trouxe mais problemas e incertezas do que soluções e caminhos para uma vitória já alardeada pelos oposicionistas como "certa".

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quinta-feira, 22 de maio de 2014

DEPUTADO "ABRE O VERBO" CONTRA FLÁVIO DINO NA TRIBUNA DA ASSEMBLEIA

"O que Flávio Dino vem fazendo é uma prostituição política", afirmou Edilázio Júnior (PV)

Por Hugo Freitas

O líder do Bloco Democrático na Assembleia Legislativa, deputado estadual Edilázio Júnior (PV), fez fortes críticas ao principal apoiador político do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PTC), o pré-candidato ao governo do estado Flávio Dino (PCdoB).

Edilázio criticou a gestão de Edivaldo à frente da prefeitura da capital e lembrou que o prefeito foi eleito e apoiado por Dino em 2012, com o discurso do “novo” e da “mudança”, ressaltando que, há tempos, a capital maranhense vem sendo governada pela "oposição", que nunca entregou obras estruturantes para a cidade, assim como os governadores do grupo "oposicionista".

“Eu quero ver a oposição apontar uma obra do governador Zé Reinaldo Tavares, uma obra de expressão em nossa capital, comandada há tempos pela oposição. Desafio a colocarem também uma obra do governador Jackson Lago”, esbravejou da tribuna.

O parlamentar pevista entoou ainda um duro discurso criticando a postura de Flávio Dino na corrida eleitoral, que agora se distancia do prefeito Edivaldo por causa das alianças com o PPS e PSDB, alertando a classe política para “o histórico de traições de Dino”.

“Ninguém sabe qual é o candidato a presidente do PCdoB, porque todo dia Flávio Dino aparece com um. Já abraçou Dilma [Rousseff], do qual ele foi empregado, apareceu com Eduardo Campos como o homem da mudança, e depois com Aécio Neves. Edivaldo Holanda Júnior, por exemplo, não compareceu a esses eventos de Dino com Aécio e Campos, porque apoia Dilma. Eu aprendi que na política a gente precisa ter lado, como ele [Edivaldo] tem, diferentemente desta prostituição política que ele [Flávio Dino] vem fazendo com os presidenciáveis”, finalizou.

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quinta-feira, 15 de maio de 2014

NA TV: LOBÃO FILHO X FLÁVIO DINO


Por Hugo Freitas

O titular do blog traz para os leitores o primeiro "fight" televisivo entre o senador Edson Lobão Filho (PMDB) e o ex-presidente da Embratur, Flávio Dino (PCdoB), veiculado pela TV Guará, canal 23, no programa Maranhão TV, apresentado pelo jornalista José Raimundo Rodrigues.

Os dois principais pré-candidatos ao Governo do Maranhão lideram as pesquisas de intenções de voto, (Flávio em primeiro e Edinho, em segundo), com ampla vantagem sobre os demais - Antônio Pedrosa (PSOL) e Saulo Arcângeli (PSTU) -, que, somados, não chegam a 5% da preferência do eleitorado.

Com o fracasso da "terceira via", que possui lastro eleitoral suficiente para viabilizar uma candidatura alicerçada por boa parte dos eleitores maranhenses que rejeitam os dois principais nomes postos (algo em torno de mais de 50%), a disputa eleitoral no Maranhão será, mais uma vez, polarizada entre governo e oposição.

Por isso, vale a pena ficar de olho nos "confrontos" midiáticos (Rádio e TV) que virão até o dia 5 de outubro para que você, fiel leitor eleitor, formule sua opinião e decida seu voto pautado no seu maior bem: a sua própria consciência.

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terça-feira, 13 de maio de 2014

O AVANÇO DE LOBÃO FILHO EM REDUTOS DA "OPOSIÇÃO DINISTA"


Por Hugo Freitas

A TV Guará divulgou o resultado do levantamento realizado pelo Instituto Exata sobre as intenções de voto do eleitor destrinchando-as nas principais cidades do Maranhão, incluindo a capital São Luís. E os números "surpreendem" a favor de Lobão Filho (PMDB).

Ouvindo os eleitores dos maiores colegiados do estado - São Luís, Imperatriz, Caxias, Timon e Santa Inês - redutos eleitorais comandados por prefeitos ligados ao pré-candidato Flávio Dino (PCdoB), a pesquisa mostra uma redução nas intenções de voto do comunista e um ligeiro crescimento do peemedebista.

Em São Luís, o maior colégio eleitoral do estado, administrado por Edivaldo Holanda Júnior (PTC), eleito com apoio de Flávio, o candidato da foice e do martelo aparece com 52% dos votos, enquanto que o candidato do grupo Sarney, Edinho Lobão registra "surpreendentes" 26%, haja vista que São Luís tem um histórico de não votar em candidatos apoiados pela família Sarney, como o é o pré-candidato do PMDB, partido comandado pelos sarneys no Maranhão.

Em Imperatriz, segunda maior cidade maranhense, cujo prefeito acaba de "pular para o barco" da oposição dinista, Sebastião Madeira (PSDB), Flávio pontua os mesmos 52% registrados na capital. Lobão Filho soma 25% das intenções de voto, o que também "surpreende", já que assim como em São Luís, Imperatriz é considerada um reduto de eleitores que não votam em membros do atual grupo governista.

No município de Caxias, administrado por Léo Coutinho (PSB), membro da "oligarquia Coutinho" que comanda a cidade há quase três décadas, cujo patriarca Humberto Coutinho é considerado um dos "padrinhos políticos" de Flávio Dino (confira aqui), o comunista registra 49%, contra 27% de Edinho Lobão.

Nas outras duas grandes cidades administradas por aliados de Flávio, Timon e Santa Inês, cujos prefeitos são Luciano Leitoa (PSB) e Ribamar Alves (PSB), respectivamente, o ex-presidente da Embratur registra a menor diferença em relação ao senador Lobão Filho. Dino lidera em Timon com "preocupantes" (para a oposição dinista) 42% dos votos, enquanto Edinho pontua "assombrosos" 25%. Já em Santa Inês o comunista tem 49% e o peemedebista, 20%.

Flávio Dino perde força em municípios controlados por seus aliados, enquanto Lobão Filho avança em redutos oposicionistas

A adjetivação em relação ao desempenho eleitoral de Lobão Filho se dá por conta de ele ter sido "escolhido" pelo grupo Sarney para substituir Luís Fernando Silva (PMDB) na corrida pela cadeira de governador há pouco mais de um mês, enquanto Flávio Dino está em campanha aberta pelo Maranhão desde 2010, quando foi derrotado por Roseana Sarney (PMDB), hoje em seu quarto mandato comandando o Palácio dos Leões.

Por outro lado, os números refletem a força do sobrenome "Lobão" no Maranhão, já que o pai de Edinho Lobão, o ministro das Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) já foi governador do estado (1991-1994), o que lhe propiciou a criação e manutenção de uma rede de alianças políticas que, hoje, pode estar sendo mobilizada em favor de seu primogênito. E isto deve se ampliar até o dia 05 de outubro.

Pode-se depreender da pesquisa ainda que Flávio Dino perde força nos grandes municípios controlados por seus aliados, enquanto Lobão Filho avança nestes redutos eleitorais tidos como ferrenhamente "oposicionistas". E isto é um dado curioso, já que a tendência é que haja um crescimento ainda maior do nome de Edinho por estas veredas, uma vez que ele ainda não está em campanha aberta, dispondo de toda a ajuda da máquina estadual governada por Roseana Sarney. Já a tendência de queda de Dino deve se acentuar nos próximos levantamentos.

Vale registrar, por fim, que em pesquisas anteriores realizadas por outros institutos, Flávio Dino já chegou a atingir cerca de 65% da preferência do eleitorado maranhense. Mas assim como agora, a conjuntura era outra. E o crescimento de Lobão Filho, principalmente em polos historicamente "oposicionistas" (como São Luís e Imperatriz) é um fato que deve, e muito, preocupar os dirigentes da campanha de Flávio.

A pesquisa Exata/TV Guará ouviu 2 mil eleitores em 45 municípios do Estado do Maranhão e foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número 010/2014. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%.

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sexta-feira, 9 de maio de 2014

PESQUISA EXATA: Flávio Dino lidera e Lobão Filho surpreende

Flávio Dino (56%) X Lobão Filho (23%)

Por Hugo Freitas

Um novo levantamento agitou o cenário político pré-eleitoral no Maranhão. O Instituto Exata divulgou nesta noite de quinta-feira (08) pesquisa encomendada pela TV Guará sobre as intenções de voto para o governo do Estado.

O ex-presidente da Embratur e pré-candidato Flávio Dino (PCdoB) mantém a liderança, apontada em todas as pesquisas anteriores, diante da nova pré-candidatura anunciada pelo grupo governista, a do senador Edson Lobão Filho (PMDB). O comunista possui 56% contra 23% do peemedebista.


Os pré-candidatos mais à esquerda Saulo Arcângeli (PSTU) e Luís Pedrosa (PSOL) aparecem ambos com 1% das intenções de voto. Brancos, nulos e indecisos somam 19%.

A manutenção da liderança de Flávio Dino nas pesquisas já era esperada. Afinal, o comunista está em campanha aberta desde 2010, quando foi derrotado nas urnas por Roseana Sarney (PMDB), ocasião em que ela foi eleita para o quarto mandato à frente do Executivo estadual. Além disso, Dino viaja pelo estado com os seus "Diálogos pelo Maranhão" há mais de um ano, tornando-se muito mais "conhecido" nas cidades do interior do que era antes.

A surpresa destes números fica por conta dos 23% de Lobão Filho, que em menos de um mês consegue alcançar o mesmo patamar de pontuação do ex-pré-candidato Luís Fernando Silva, que deixou a corrida eleitoral após a permanência de Roseana no governo. Fernando manteve campanha em larga escala em todo o Maranhão, como titular da Casa Civil e, depois, da Secretaria Estadual de Infra-estrutura (Sinfra) durante quase dois anos e, mesmo assim, emperrou na casa dos 20% de intenção de votos em todas as pesquisas realizadas.

Já Lobão Filho, recém-empossado no posto de pré-candidato, tido por muitos como um "playboy", que ocupa o cargo de senador como suplente do pai, o ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), consegue atingir um significativo percentual que, minimamente, aponta para um acirramento da disputa eleitoral à medida que se aproxima o mês de outubro.

Somando a força da máquina do Governo do Estado, que ainda não está a todo vapor em favor de Edinho, à estrutura financeira e político-midiática da família Sarney e, também, à da família Lobão, os 23% do peemedebista são um sinal de que sua candidatura ganhou musculatura junto à classe política e a determinadas parcelas da população maranhense em muito pouco tempo, diante de um adversário que conseguiu aglutinar em torno de si, entre outros "figurões" da política local, o potencial de votos da ex-pré-candidata e deputada estadual Eliziane Gama (PPS), que agora se somou à "oposição dinista" depois de não ter conseguido viabilizar uma "Terceira Via" no Maranhão (confira aqui).

Terá sido o "efeito Aécio Neves", que vem a São Luís nesta sexta-feira (09) anunciar, oficialmente, a aliança entre o PSDB e o PCdoB de Flávio Dino, o que no fim das contas atesta o caráter direitista, elitista e neoliberal do "comunismo" maranhense e uma "ameaça" ao fim das políticas de distribuição de renda do governo federal, como o Bolsa-Família?


Outro dado que vale a pena registrar é que 62% dos entrevistados disseram que ainda não sabem em quem irão votar para o Governo do Maranhão. Segundo a Exata, apenas 23% dos eleitores pesquisados manifestaram-se sobre as intenções de voto no dia 05 de outubro.

Isso confirma a tese defendida por este vosso interlocutor, prezado leitor, de que a tendência de abstenção/rejeição do eleitorado maranhense em relação ao pleito vindouro e às candidaturas postas é bastante alta, a ponto de comprometer quaisquer resultados tidos como "certos" aprioristicamente.


Rejeição

O levantamento aferiu ainda o índice de rejeição dos pretendentes a comandar o Palácio dos Leões a partir de 01 de janeiro de 2015. Ao serem questionados sobre em quem não votariam de jeito nenhum, 38% dos entrevistados apontaram Lobão Filho. O segundo maior "rejeitado" foi Flávio Dino, que registrou 12%, seguido de Saulo Arcângeli com 10% e Antônio Pedrosa, com 9%. A opção "Nenhum" registrou 14% e “Não sabe” pontuou 17%.

A pesquisa Exata/TV Guará foi realizada entre os dias 03 e 07 de maio, após a desistência da candidatura de Eliziane. Cerca de 2 mil eleitores foram consultados em 45 municípios do Maranhão. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo 010/2014. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos.

Esta é a primeira pesquisa pré-eleitoral realizada pelo Instituto Exata para as eleições de 2014 no Maranhão.

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