terça-feira, 24 de junho de 2014

Justiça acolhe pedido da Prefeitura e Socorrão II volta a funcionar normalmente


Após recorrer de decisão da Justiça que determinava a interdição parcial do Hospital Clementino Moura (Socorrão II), a Prefeitura de São Luís, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), obteve suspensão da tutela antecipada que havia sido concedida ao Ministério Público.

O acolhimento do pedido viabiliza a permanência regular do atendimento no Socorrão II e foi deferido pela presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargadora Cleonice Silva Freire.

Para o Procurador Geral do Município, Marcos Braid, a decisão tem reflexo direto sobre o cotidiano do atendimento de saúde emergencial do município. “Com essa suspensão, ganham não apenas os cidadãos de São Luís, mas todos aqueles que se utilizam diariamente dos serviços oferecidos pelo Socorrão II, essenciais para que possamos cumprir o respeito à saúde e à vida de todos, conforme preconiza a Constituição Federal", argumentou.

Ao deferir a suspensão da liminar, a presidente do Tribunal de Justiça considerou suficientes os argumentos do Município que apresentaram o risco de grave lesão à ordem pública e os sérios riscos à saúde pública, com prejuízos à integridade física de milhares de pacientes, caso houvesse ausência de atendimento médico e hospitalar.

O Município pediu a suspensão da decisão inicial em função do potencial risco de grave lesão à saúde, ordem e economia públicas, já que não há como impedir o ingresso de um paciente em estado grave a um hospital público de emergência sem cometer omissão de socorro.

A Procuradoria sustentou ainda que o laudo no qual se baseou o Ministério Público para pedir a interdição do Socorrão II foi elaborado na gestão passada e não reflete mais a realidade atual daquela casa de saúde, conforme antecipado pelo blog (relembre aqui).

Além disso, a PGM defendeu a necessidade da manutenção dos serviços no Socorrão II devido à divisão dos pacientes de emergência em São Luís ser realizada apenas entre os dois Socorrões. Pelo entendimento da Procuradoria, a interdição parcial de qualquer um deles acarretaria prejuízo para o atendimento público de emergência da capital ao usuário do SUS.

SAIBA MAIS

Desde fevereiro, a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) trabalha um conjunto de medidas de desafogamento dos Socorrões e de humanização do atendimento emergencial de saúde em São Luís. A Semus firmou parcerias com a Santa Casa e com o Hospital Universitário a fim de propiciar agilidade em procedimentos cirúrgicos de urgência, principalmente nas áreas ortopédicas e neurológicas. Com os dois convênios, foram viabilizados 98 leitos de retaguarda para diversos tipos de atendimento.

Além disso, a Semus aplicou uma série de ações para aperfeiçoamento do Socorrão II, dentre as quais a contratação de maior número de profissionais para a composição do corpo médico, aquisição de mais quatro máquinas de hemodiálise no Hospital Santa Casa, o que possibilitará o atendimento diário de 26 pacientes com problemas renais agudos pela rede municipal.

Na semana passada, a Secretária Helena Duailibe recebeu a imprensa no hospital Clementino Moura e apresentou o pacote de ações tomadas para humanização do atendimento na capital. Ela adiantou a previsão de reforma predial dos dois Socorrões como parte do planejamento de readequação da estrutura da rede.

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Convenções partidárias da oposição oficializam apoio a Flávio Dino

Convenção estadual do PROS, ocorrido na cidade de Bacabal

Por Hugo Freitas

Neste fim de semana, no município de Bacabal, o Partido Republicano da Ordem Social (PROS) reafirmou o apoio à pré-candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao Governo do Maranhão.

O presidente estadual da legenda e deputado federal, Zé Vieira enalteceu o nome de Flávio e criticou a atual gestão estadual pela ausência de ações na área da saúde em Bacabal.

"Flávio Dino vai governar para todos, governar para dar mais qualidade de vida para os maranhenses e diminuir as desigualdades”, declarou Zé Vieira, que é ex-membro do famigerado "grupo Sarney".

O encontro oficializou o nome de três deputados federais e um estadual que disputarão o processo eleitoral de outubro, reunindo lideranças políticas, dirigentes de partidos e representantes das outras oito legendas do campo oposicionista que declararam apoio à pré-candidatura de Dino (PCdoB, PSDB, PDT, PSB, PTC, PPS, PP e Solidariedade).

O Partido Progressista (PP) foi o primeiro do "chapão oposicionista" liderado pelos comunistas maranhenses a realizar sua convenção e oficializar apoio a Flávio Dino.

Além disso, em ato realizado na capital maranhense, o PP definiu os nomes de 23 candidatos a deputados estaduais e três federais para as eleições de outubro, entre eles o de Waldir Maranhão, presidente estadual do partido e candidato à reeleição.

Outro partido a reafirmar o compromisso com o consórcio dinista foi o Solidariedade (SD), durante convenção estadual realizada no município de Pedreiras.

PDT foi a última legenda a ingressar no chapão comunista

Após diversas negociações com outras legendas do campo governista, inclusive com o PMDB de Lobão Filho, o PDT foi "o último dos moicanos" a cerrar fileira na oposição dinista, durante ato político na sede do partido, em São Luís, que contou com a presença do presidente nacional da legenda, Carlos Lupi, e do presidente nacional do PCdoB, Renato Rabelo.

Já o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) realizou, neste domingo (22), seu ato partidário na cidade de Imperatriz, forte reduto do tucanato maranhense, onde também reafirmou o apoio a Dino e oficializou as candidaturas a deputados estaduais e federais.

No entanto, alguns fatos políticos ocorridos durante a Convenção estadual dos tucanos requerem um olhar esmiuçado do titular do blog.

Assunto para um próximo post. Aguarde!

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PRTB garante apoio a Lobão Filho de olho na disputa proporcional no Maranhão


O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) confirmou, na última sexta-feira (20), o registro do prefeito de Coelho Neto e ex-deputado estadual, Soliney Silva, como delegado do partido no Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

A partir de agora, Soliney será o responsável por conduzir toda a articulação política da legenda, antes e durante o período eleitoral no estado.

O posto foi dado pelo presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix, após reunião na sede do diretório nacional em São Paulo. Na ocasião, foi decidido também o apoio incondicional do partido à pré-candidatura de Lobão Filho (PMDB) ao governo do Maranhão e Gastão Vieira (PMDB) ao Senado.

Entre os objetivos do PRTB nestas eleições estão o aumento da representatividade da legenda, tanto na Assembleia Legislativa como na Câmara Federal, sendo esta última a prioritária. A meta nacional da sigla é eleger dez deputados federais e um deve ser maranhense.

Faltando dez dias para acabar o prazo final para realização de convenções e definições de coligações, Soliney Silva corre contra o tempo para finalizar as articulações. De acordo com o dirigente, está sendo buscado o melhor caminho para que o PRTB eleja seus deputados estaduais, federais e ajude Lobão Filho garantir a vitória para governador.

Em relação às disputas proporcionais, a prioridade absoluta será a eleição de deputados federais. Tanto que de acordo com uma resolução nacional 005/2014 do PRTB, deputados estaduais de mandato poderão ser indicados para a disputa de federal, a fim de fortalecer a nominada do partido e garantir assim a representatividade na Câmara Federal.

Isso quer dizer que Stênio Rezende e Carlos Filho podem entrar na disputa por uma vaga no Congresso Nacional, mas essa decisão ainda será negociada com os filiados.

Conforme as costuras políticas realizadas até agora, o PRTB deve integrar uma grande chapa de nove partidos aliados de Lobão Filho (PHS/PMN/PSL/PTdoB/PRP/PSC/PTN/PRP/PEN), tanto na disputa estadual como federal.

De acordo com a projeção, elaborada por presidentes dos partidos, caso isto ocorra, pelo menos 15 estaduais e 6 federais devem ser eleitos nestas composições, fazendo com que todas legendas aliançadas tenham chance de eleição. Afinal, o patamar de votos para eleição de um deputado federal será de 30 mil votos e deputado estadual 20 mil votos, nesta composição.

Hoje, o PRTB conta com uma nominada de 54 pré-candidatos a deputado estadual e 20 pré-candidatos a deputado federal, entre eles o ex-prefeito de Bacabal, Raimundo Lisboa; o vereador de São Luís, Beto Castro; o ex-prefeito de Santa Inês, Roberth Bringel; Luís Fernando Alves (irmão do prefeito de Santa Inês); a vereadora Gardênia (Humberto de Campos), a vereadora Ana Paula (Parnarama) e muitos outros.

Nesta segunda-feira (23), Soliney Silva reúne filiados e pré-candidatos a deputados estaduais e federais, para discutirem essas formações de coligações, além de definir data de convenção e número exato daqueles que irão disputar a eleição.

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sexta-feira, 20 de junho de 2014

ALUNOS SEM AULAS: Greve dos Professores de São Luís segue sem solução

Imagem meramente ilustrativa, retirada da internet

Por Hugo Freitas

Apesar dos constantes esforços já realizados na busca por um entendimento, a greve dos professores de São Luís segue sem nenhuma solução a curto prazo.

O Ministério Público do Estado do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria Especializada em Defesa da Educação, promoveu, na última quarta-feira (18), uma reunião entre o comando de greve dos docentes da rede municipal de ensino e representantes da Prefeitura de São Luís.

Articulado pela promotora de Justiça, Luciane Belo, no encontro as principais pautas discutidas foram a resolução de questões burocráticas que envolvem a aposentadoria de professores, a regularização funcional dos mesmos, e, claro, o reajuste salarial pleiteado pela categoria.

No que tange à reivindicação por aumento salarial, o impasse permanece e, com ele, a greve também. Os representantes da administração municipal não apresentaram proposta superior aos 3%, já oferecidos anteriormente e prontamente rejeitado pelos dirigentes do sindicato dos professores da rede municipal de ensino (SindEducação), que exigem exorbitantes 20% de reajuste, algo fora da realidade educacional brasileira como um todo, já que o percentual discutido a nível nacional não ultrapassa os 8,32%.

O secretário municipal de Planejamento, José Cursino Raposo Moreira, ressaltou que, em outras reuniões com a categoria, já apresentou os números referentes ao orçamento e que a situação não se alterou.

Cursino afirmou que o percentual de aumento já ultrapassa as possibilidades da gestão municipal. "O prefeito determinou que trabalhássemos em um processo de reequilíbrio financeiro de receitas e despesas. Tem uma série de medidas de contenção de despesas que estamos tomando, uma delas é a de redução no custeio, com corte de 30 ou até 50% em grandes contratos para que no período de oito meses a receita aumente", explicou.

No entanto, ignorando os números apresentados pela Secretaria de Planejamento, a presidente do SindEducação, Elisabeth Castelo Branco, argumentou que além dos recursos do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) o setor educacional, por lei, dispõe de 25% dos recursos próprios do município. "Não podemos nos calar e dizer que vamos aceitar 3%. Seria fechar os olhos não apenas à questão do reajuste, mas para os problemas da educação do município", declarou a sindicalista, num claro sinal de que a greve ainda deve se arrastar por bastante tempo.

Não custa lembrar que, no ano passado, os professores da rede municipal de ensino receberam um reajuste de 9,5% quando do último movimento paredista da categoria, valor esse muito acima do recebido por outras classes de trabalhadores do funcionalismo público municipal.

Outra lembrança a ser destacada é a de que a Justiça decretou a greve ilegal e abusiva, estabelecendo o retorno imediato dos professores para as salas de aulas (entenda aqui), fato este que não ocorreu.

Enquanto o impasse não se resolve, as crianças que estudam nas escolas públicas de São Luís permanecem sem aulas, sendo as maiores prejudicadas nessa batalha entre Prefeitura e professores.

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Por decisão judicial, Hospital Carlos Macieira volta a atender somente servidores estaduais


A juíza titular da 1ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Luzia Madeiro Nepomucena, suspendeu a cessão do Hospital Carlos Macieira para a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

O hospital deve ser devolvido para a administração do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria do Estado do Maranhão (FEPA) e destinado exclusivamente para os servidores públicos estaduais.

A decisão liminar foi concedida na ação civil pública proposta pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadores do Brasil (CBT); sindicatos dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais (SINROESEMMA),dos Policiais Civis (SINPOL), dos Servidores da Saúde (SINDSESMA) e dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (SINDJUS); além da Associação dos Servidores Públicos Militares (ASSEPMMA). A ação foi proposta contra o Estado do Maranhão e o Conselho Superior do Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (CONSUP).

Os requerentes afirmam que Resolução nº 001/2001 do CONSUP alterou a destinação específica do Hospital Carlos Macieira, transformando-o de Hospital dos Servidores Públicos em simples ativo financeiro arrecadador de renda para o FEPA, através de sua cessão, a título oneroso, para a Secretaria de Saúde.

As entidades alegam que a cessão do hospital para a Secretaria constitui ato de alienação ilegal de bem público, pois foi feita sem a prévia autorização da Assembleia Legislativa do Maranhão.

Afirmam, ainda, que a unidade Carlos Macieira é um complexo médico-hospitalar oriundo do antigo IPEM (Instituto de Previdência do Estado do Maranhão), não se resumindo a um imóvel o conjunto arquitetônico onde se encontra instalado.

Na liminar, a juíza Luzia Nepomucena destaca que a alteração de finalidade, objetivo fim e não de meio, do Hospital Carlos Macieira através da Resolução do CONSUP, constituiu-se em usurpação de competência da Assembleia Legislativa, conforme dispõe o artigo 30 da Constituição Estadual.

Ressalta também a magistrada que os bens do extinto IPEM passaram a constituir o patrimônio do FEPA, cuja alienação de bens imóveis depende de autorização legislativa específica, nos termos da Lei Complementar nº 40/98.

A magistrada estabeleceu multa diária de R$ 2 mil em caso de descumprimento da decisão.

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