terça-feira, 31 de julho de 2012

Governo anula licitação e Roseana é denunciada por crime de responsabilidade

Governadora Roseana Sarney (PMDB) e o vice-governador, Washington Oliveira (PT)

A Assembléia Legislativa do Maranhão recebeu, no último dia 26 de julho, uma denúncia contra Roseana Sarney Murad, “por crime de responsabilidade”. De iniciativa do engenheiro Domingos Freitas Diniz, ela pede que a governadora seja processada e julgada pelo Poder Legislativo Estadual. A ação está relacionada ao colapso vivido atualmente em São Luís, a partir da falta de água potável em dezenas de bairros e da imensa poluição dos rios e praias da ilha, resultado do caos no sistema de esgoto da cidade.

O regimento da Assembleia trata, de forma clara e explícita, sobre a “participação da sociedade civil” no processo legislativo. Neste mesmo regimento, no seu artigo 172, está dito que “as petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa física ou jurídica contra ato ou omissão das autoridades e entidades públicas (...), serão recebidas e examinadas pela Ouvidoria Parlamentar, pelas Comissões ou pela Mesa, conforme o caso”.

Em sua iniciativa, Freitas Diniz denunciou, inclusive, que o governo Roseana anulou, no último dia 21 de junho, a concorrência que havia definido as construtoras que iriam fazer as obras para resolver o problema do Italuís. Foi anulado todo o procedimento administrativo feito ao longo de meses e que, segundo o próprio governo, iria solucionar a falta de abastecimento de água potável na cidade de São Luís, que hoje é feito, em grande parte, a partir de suspeitos e precários carros-pipa. A anulação foi publicada no Diário Oficial do dia 26 de junho. Por este e outros motivos, segundo o documento encaminhado à Assembleia, Roseana cometeu crime de responsabilidade “por atentar contra a segurança interna do Estado” e por “deixar de tomar, nos prazos fixados, as providências determinadas por lei”.

Engenheiro Freitas Diniz denuncia Roseana Sarney por crime de responsabilidade

Na denúncia está registrado também que, no dia 23 de setembro de 2009, a governadora Roseana Sarney decretou estado de “calamidade pública em São Luís” por 90 dias. No decreto assinado por ela, está dito que São Luís “sofrerá um previsível colapso” com “o rompimento da tubulação da adutora Italuís I”. Neste mesmo decreto, a governadora deixou claro que esta situação caótica ocasiona “riscos à vida de um número elevado de pessoas”. Apesar de ter admitido formalmente esta situação de desgraça pública, os 90 dias se passaram e nada foi feito. Pior, passaram quase três anos e o problema no sistema de abastecimento de água, a partir do Rio Itapecuru, não foi resolvido. E agora, para fechar, o governo do Estado anula a concorrência que iria fazer a obra para tentar solucionar o problema.

Freitas Diniz afirma, no seu documento, que esta anulação da concorrência “nos causa, habitantes de São Luís, uma insegurança pessoal terrível. Sem o Italuís não viveremos. É impossível. A produção de água dos Sistemas Batatã – Sacavém, Paciência e poços de águas subterrâneas na Ilha é pequena”.

As empresas que iriam fazer o serviço do Italuís eram a Edeconcil, EIT e Pb Construções. O Prazo inicial era de 15 meses. Depois, o governo informou que seria em 12 meses. Porém, no primeiro semestre deste ano, antes do governo anular tudo, a EIT, empresa ligada ao esquema Fernando Sarney, teve problemas junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), fato que barrou o início da obra. A EIT é a mesma empreiteira que, no primeiro governo de Roseana, recebeu pagamento e não fez a estrada Paulo Ramos Arame e, recentemente, esteve envolvida no escândalo da Operação Boi Barrica, a mesma que Fernando foi definido como “chefe de uma organização criminosa”. Agora, depois deste entrave com esta construtora ligada ao irmão e sócio da governadora, tudo volta para a estaca zero e São Luís segue em estado de calamidade...

Uma ilha cercada pelo esgoto - O outro ponto abordado pela denúncia é a questão do esgoto da cidade de São Luís, onde quase 90% são jogados nos rios e mar, sem qualquer processo de tratamento. Assim como na questão do abastecimento de água, o governo Roseana fala, promete, mete os pés pelas mãos e não aponta um caminho para a solução do problema. Hoje, por decisão da Justiça Federal, praticamente todas as praias da ilha de São Luís estão interditadas para banho.

Atualmente, este mar de fezes faz com que a população da capital maranhense, que vai a praia, corra riscos de doenças como hepatite, leptospirose, cólera, infecção de pele e ouvido, diarréia, etc. Sobre este problema, ainda existe muita desinformação. Apesar da Justiça ter obrigado o governo Roseana a colocar placas na orla marítima de São Luís, a população continua sem saber exatamente dos riscos que corre e, por isso, continua banhando na praia. O governo pouco faz para esclarecer a população e evitar o contato das pessoas com o mar (o número de placas, inclusive, é reduzido). A areia, que fica encharcada pelas águas sujas de fezes, nunca foi analisada pelos técnicos do governo e ninguém sabe, com precisão, o tamanho dos riscos do contato com essa areia. Hoje, em alguns pontos do litoral da ilha de São Luís, a quantidade de fezes é quase quatro vezes mais do que o aceitável e permitido.

Além dos problemas já citados, o pescado retirado destas águas cheias de fezes, está comprometido. O turismo começou a cair por conta do problema. O faturamento dos hotéis da cidade já apresenta uma queda significativa em relação ao ano passado. Caiu também o faturamento de vários bares e restaurantes. Esta situação pode provocar desemprego. Os vendedores ambulantes também ficam prejudicados. As praias da área Itaqui-Bacanga não foram fiscalizadas, lá não tem placa informando nada e a população segue banhando. Na Raposa, onde muita gente vive da pesca, também não houve fiscalização. E por fim, o setor da construção civil não consegue regularizar seus empreendimentos por conta do caos provocado pela falta de tratamento do esgoto.

O engenheiro Freitas Diniz responsabiliza diretamente Roseana Sarney por mais este caos. A sua denúncia, munida de farta documentação, foi encaminhada ao presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Arnaldo Melo. Segundo nos informou o denunciante, ele repassou cópias aos jornais O Imparcial, Vias de Fato e Jornal Pequeno. Ele também protocolou cópias para todos os outros 41 deputados que integram o parlamento maranhense.

Fonte: Vias de Fato
Editado por: Hugo Freitas

segunda-feira, 30 de julho de 2012

OS MAIS VOTADOS: Pesquisa aponta preferência do eleitorado pelos candidatos a vereador em São Luís

Por Hugo Freitas

Divulgada a primeira pesquisa que aponta as intenções de voto dos eleitores aos candidatos a vereador em São Luís.

O instituto DataM3 divulgou na semana passada a pesquisa que ouviu 846 pessoas entre os dias 20 e 22 deste mês. Neste primeiro momento, foram elencados 97 candidatos que receberam o maior percentual das intenções de voto do eleitorado ludovicense. A pesquisa está registrada no TRE-MA sob o protocolo n° MA-00052/2012.

Neste ano, São Luís terá 31 representantes eleitos para a Câmara Municipal, dez a mais do que nas últimas eleições. Isto porque a capital, de acordo com o último censo do IBGE, registrou mais de um milhão de habitantes, aumentando assim a quantidade de vagas para vereadores.

Acompanhe os 97 mais votados:


domingo, 29 de julho de 2012

Sobre Demóstenes Torres e o "Novo Jornalismo"

Caríssim@ leit@r, trago para vossa apreciação um interessante texto que sugere um tipo de abordagem jornalística sobre o ex-"Paladino da Ética", o queridinho da revista Veja e agora ex-senador Demóstenes Torres, acusado de ter se utilizado do mandato para beneficiar o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro de Carlinhos Cachoeira, o que culminou em sua queda do Senado e o seu retorno ao cargo de Procurador de Justiça do Estado de Goiás. Boa leitura!

Um tributo a Gay Talese

Por Joca Oeiras*

Não estou entre aqueles que acreditam que Policarpo Junior (e a alta direção da Editora Abril/revista Veja) desconheciam as relações, mais do que promíscuas, entre Carlinhos Cachoeira e Demóstenes Torres, mas acho que os senadores, de maneira geral, levavam a sério a máscara do tal “mosqueteiro da ética”. Não foi à toa que 44 de seus pares – logo no início do vazamento das denúncias contra ele – pediram apartes para testemunhar a confiança que tinham naquela reserva moral da nação.

Também tenho certeza de que, tivesse sido outro o seu destino, Demóstenes teria sido um excelente ator de teatro. Mais convencido ainda de que o inferno astral do ex-senador, hoje procurador de Justiça do estado de Goiás – mesmo com seu salário de 24 mil reais (maior que a pensão alimentícia da ex-mulher do Collor), dois assessores e uma sala com seu nome na porta – está apenas começando. Convencido, sim, embora admita a hipótese de estar redondamente enganado.

Para mim, a bem ajustada – para não dizer colada – máscara durante anos utilizada pelo cidadão Demóstenes Torres, máscara esta que lhe permitiu veleidades de pretender, como seu amigo Gilmar Mendes, uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal ou até mesmo concorrer e tornar-se, como Collor conseguiu, presidente da República (teria, como Collor teve, o apoio da Veja e da Rede Globo) – ao cair, ou melhor, ao ser abruptamente despregada de seu rosto pelas consequências da Operação Monte Carlo, mais que a reputação, levou com ela uma parte de sua alma.

Imagem destroçada

Se eu pudesse, se o meu dinheiro desse e se o ex-senador consentisse, gostaria de fazer o que eu reputo a reportagem da minha vida. À la Gay Talese [Gay Talese esteve, recentemente, no Brasil e é um dos criadores do movimento que foi batizado de Novo Jornalismo, criado na década de 60, que incorporava no jornalismo características de literatura], faria de tudo para seguir bem de perto, durante o tempo que julgasse necessário – meses, ou até anos– as pegadas do hoje procurador de Justiça do estado de Goiás. Como Talese, que se aproximou de Bill Bonano, filho de um capo di famiglia não para julgá-lo, mas para melhor reportá-lo, para entender o que estava ocorrendo com ele, eu faria coisa semelhante com o decaído ex-senador, não para chutar um cachorro morto, mas para entender melhor a pessoa que atende pelo nome de Demóstenes Torres.

Aqui alguns poderão questionar se não se trata apenas de um sadismo de minha parte, esta curiosidade jornalística. Confesso que esta ideia me passou pela cabeça, mas devo afirmar que não se trata disso: ela se explica por querer saber como reage uma pessoa, um ser humano instruído e civilizado, como, sem dúvida, é o caso, quando vê destroçada a sua imagem pública laboriosamente construída, embora falsa. Será que Demóstenes Torres ao olhar no espelho hoje se enxerga a mesma pessoa que via antes da queda?

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*Joca Oeiras é jornalista
Texto publicado no site Observatório da Imprensa, no dia 24 de julho de 2012.

sábado, 28 de julho de 2012

BRASIL É OURO!!! PIAUIENSE FAZ HISTÓRIA E É A 1ª MULHER A GANHAR MEDALHA DE OURO NO JUDÔ

Sarah Menezes, natural de Teresina (PI), é a primeira mulher a ganhar uma medalha de ouro no judô em Olímpiadas

Pela primeira vez uma brasileira levou ouro no judô nos jogos olímpicos. Mais que isso: pela primeira vez uma piauiense chegou tão longe e orgulhou um estado inteiro, que passa a festejar até as próximas Olimpíadas, que serão realizadas daqui a quatro anos no Rio de Janeiro.

Natural de Teresina, Sarah Menezes ganhou a medalha de ouro ao vencer na final, categoria até 48kg, uma adversária que já tinha conquistado o ouro olímpico em 2008.

Ações como "Vai Sarah", "Dá-lhe piauiense arretada" e até um sonoro #ArrochaSarah se espalhando pelas redes sociais serviram - e muito - para os conterrâneos da judoca Sarah Menezes, 22 anos, arrebentar e entrar para a história nas Olimpíadas de Londres 2012, na disputa final realizada no fim da manhã deste sábado, dia 28 de julho.

A Luta

Sarah Menezes venceu a romena Alina Dumitru na final da categoria e assegurou uma conquista inédita para o judô feminino do Brasil em Jogos Olímpicos. Mais agressiva, Sarah tentou imobilizar a adversária logo no começo da luta. Por pouco não conseguiu, e deixou a romena sentindo o braço direito. A brasileira passou a forçar o lado atingido da adversária, e conseguiu um yuko no último minuto, seguido por um waza-ari para assegurar o ouro.

Ainda no chão, Sarah comemora vitória histórica

A vitória na decisão arremata o dia perfeito da brasileira. Sarah começou vencendo a vietnamita Ngoc Tu Van, a francesa Laetitia Payet e a chinesa Wu Shugen pela manhã. Por volta das 12h20 deste sábado, fez uma disputa tensa, mas ganhou da belga Charline van Snick por um yuko. Na decisão, fez valer seu retrospecto contra a romena Alina Dimitru, que era a atual campeã olímpica mas havia perdido as três últimas lutas contra Sarah. A conquista coloca Sarah como a atleta com os melhores resultados da história do judô feminino. Ela sagrou-se campeã mundial júnior pela primeira vez em 2008 e repetiu o feito no ano seguinte, quando ainda foi eleita a atleta olímpica do ano pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro), em votação popular.

Perfil

Sarah Gabrielle Cabral de Menezes é de Teresina. Nasceu em 26 de março de 1990. Entrou no judô muito jovem e sempre foi considerada um talento promissor, sob o comando e incentivo do técnico Expedito Falcão. No alto dos seus 1,52m, sempre buscou o topo e tinha como objetivo o ouro olímpico. Meta atingida! Titular da Seleção brasileira de judô, na categoria peso ligeiro (até 48 kg), participou das Olimpíadas de Pequim em 2008, mas, inexperiente, foi derrotada na primeira luta.

Eleita, após votação pela Internet, atleta do ano no Brasil em 2009, ela começou a aparecer mundialmente em dezembro de 2010, quando conquistou a medalha de bronze no Grand Slam da cidade de Tóquio, evento do Circuito Mundial da Federação Internacional de Judô.

Em 4 de dezembro de 2011 faturou a medalha de prata no Grand Slam de judô em Paris. Agora, nos Jogos Olímpicos Londres 2012, Sarah Menezes foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha para o Brasil na modalidade.

Fonte: Portal 180 Graus
Editado e acrescentado por: Hugo Freitas

OLÍMPIADAS NA "GLOBO"?: Apresentadora do "Jornal da Record" chama noticiário de "Jornal da Globo"


Parece que a disputa empresarial entre Globo e Record está causando confusão entre seus profissionais, uma vez que muitos já trabalharam nas duas emissoras.


Durante apresentação do "Jornal da Record" nesta sexta-feira (27), falando direto de Londres, após a transmissão da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, a apresentadora Ana Paula Padrão cometeu uma gafe incrível e chamou o telejornal da emissora evangélica de "Jornal da Globo".


No link ao vivo, a experiente jornalista, ex-Rede Globo, soltou essa: "Você está assistindo o 'Jornal da Globo', ao vivo, de dentro do Estádio Olímpico de Londres". Imediatamente depois, visivelmente constrangida, Ana Paula corrigiu: "Esse é o Jornal da Record pra você".


O lapso da apresentadora virou motivo de discussões nas redes sociais e o seu nome foi parar entre os assuntos mais comentados no Brasil no Twitter. "Ana Paula [fora do] Padrão", tuitou um internauta.


A Rede Globo não possui os direitos de transmissão da Olimpíadas de Londres, que foram adquiridos exclusivamente pela Record para serem exibidos na televisão aberta brasileira. Se a emissora carioca quiser mostrar qualquer imagem dos jogos, terá que colocar estampado "imagens cedidas pela TV Record", como já aconteceu em relação às estreias do futebol feminino e masculino.


Na TV fechada, SporTV (pertencente à Globosat), e os canais ESPN e BandSports transmitem a competição.


Ana Paula é ex-apresentadora de vários noticiários da agora rival Globo, entre os quais exatamente o "Jornal da Globo". A jornalista deixou a emissora carioca em 2005 e foi para o SBT, onde praticamente montou todo um departamento de jornalismo do canal, sendo apresentadora do telejornal "SBT Brasil" e, posteriormente, passou a apresentar reportagens especiais para o programa "SBT Realidade". Em 2009, ela trocou o SBT pela Record, onde apresenta o "Jornal da Record" na companhia de outro ex-Global, Celso Freitas.


Hugo Freitas