segunda-feira, 9 de abril de 2012

É FANTÁSTICO: DEPUTADOS DO MARANHÃO QUE GANHAM 18 SALÁRIOS SÃO DESTAQUE NA GLOBO


O Fantástico exibiu neste domingo (8) reportagem sobre os gastos nas Assembleias Legislativas em nove estados do país e destacou a situação do Maranhão onde os deputados chegam a receber 18 salários por ano.

A matéria exibida na "Revista Eletrônica Semanal" da TV Globo deste domingo (08) é fruto de uma denúncia veiculada pelo jornal Folha de S.Paulo (REVEJA), datada do início do mês de março, a qual motivou o titular do blog a redigir um aclamado artigo intitulado "Os Abutres do Povo na Casa dos Nobres" (leia AQUI).

De acordo com a matéria do Fantástico desde 2006, os 42 deputados estaduais do Maranhão recebem o equivalente a 18 salários por ano. Na Assembleia Legislativa (AL) tem deputado que reclama do salário.

"Só com o salário dos deputados não dá pra se manter?", pergunta o repórter global. "Não. Acho que não seria possível", diz o deputado Dr. Pádua (PSD).

"Tem mês que chega a faltar. Tem mês que chega a faltar, com certeza", garante o deputado Neto Evangelista (PSDB).

No Maranhão, os deputados recebem bem mais que a soma dos 12 salários mensais. É que na Assembleia Legislativa do Maranhão, os parlamentares recebem ainda o 13º, 14º, 15º, 16º, 17º... E até o 18º salário durante o ano.

"Muitas vezes nós tiramos do nosso próprio salário pra servir à população", diz a deputada Graça Paz (PDT).

Para cortar os próprios salários, os deputados maranhenses esperam a decisão do Congresso Nacional, mas nem todos querem falar disso publicamente.

"Como é que o senhor tá vendo essa questão dessa mobilização pra tentar reduzir a quantidade de salários que os deputados recebem?", pergunta novamente o repórter da matéria global ao deputado César Pires (DEM). "Não quero me posicionar sobre isso, não", respondeu.

O corte nos benefícios foi proposto pela mesa diretora da Assembleia Legislativa no mês de março, mas ainda vai depender da aprovação, nas comissões, antes de ser votado em plenário. Mesmo se a mudança for aprovada, os deputados vão continuar recebendo uma ajuda de custo em torno de R$ 40 mil por ano. Eles deixariam de receber o equivalente a 18 salários por ano, mas ficariam com 15 salários.

Além dos salários, os deputados têm direito a verba de exercício parlamentar, de gabinete e ao auxílio-moradia.

"Eu cheguei e encontrei esta resolução já instalada. Encontrei uma resolução anterior na Casa que a mesa ainda não deliberou e que provavelmente, em breve, vai deliberar sobre a continuação ou não desta medida", explicou ao Fantástico o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Arnaldo Melo (PMDB).

Assista à matéria completa do Fantástico clicando AQUI

Hugo Freitas
Com informações do G1 MA

sexta-feira, 6 de abril de 2012

PÁSCOA, TEMPO DE FESTA?

O entrudo que deu origem ao nosso Carnaval precedia a Quaresma: época de intensa atividade religiosa

Você sabia que o período da Quaresma, em vez de recolhimento, jejum e reflexão espiritual, já foi tempo de intensas festividades e de comilança à vontade no Brasil? E que o ato de malhar o Judas remonta ao período colonial?

Essas e outras curiosidades podem ser lidas neste interessante artigo sobre a celebração da Páscoa no país. Com muitas informações históricas, o texto remonta ao período do Brasil Colônia, tempo em que as atividades da Quaresma agitavam a vida social.

Com uma linguagem acessível, o presente artigo é uma boa dica de leitura para se conhecer um pouco mais sobre as celebrações da Semana Santa no Brasil. Portanto, boa leitura e FELIZ PÁSCOA!!!

Hugo Freitas


PÁSCOA, TEMPO DE FESTA

Por Georgina Santos
Professora de História da Universidade Federal Fluminense (UFF)

No Brasil, o carnaval custa a terminar. Arrasta multidões para as ruas de Norte a Sul, avançando sem pudores sobre o limite determinado pela quarta-feira de Cinzas. A atração exercida pelos folguedos vem de longe e deu o que fazer ao clero e às autoridades municipais ainda nos primeiros tempos da colonização.

Entre 1604 e 1691, uma série de alvarás e posturas tentou conter os abusos praticados durante o entrudo, ancestral do nosso carnaval. Com a intenção de afastar os colonos das batalhas recreativas com baldes d’água, ovos, laranjinhas e limões de cheiro, os jesuítas introduziram, em 1616, a adoração de quarenta horas no decorrer do entrudo – como haviam feito em Portugal uma década antes, pelo mesmo motivo. Ao longo dos três dias de folia, o Santíssimo Sacramento ficava exposto dia e noite num altar iluminado pela chama de vinte velas. Mas o empenho dos padres em antecipar o clima da Quaresma e destronar o entrudo foi insuficiente, e a iniciativa caiu no esquecimento.

Passado o tempo de excessos, enfim a Igreja poderia fazer valer suas orientações. Afinal, os quarenta dias que separam o carnaval da Páscoa eram considerados, desde o século VII, um período preparatório dedicado ao jejum, às privações voluntárias e às mortificações capazes de aproximar os fiéis do sofrimento vivenciado por Cristo.

Mas não era bem assim que funcionava no Brasil. Ao longo da Quaresma, uma série de eventos religiosos levava a população a se deslocar permanentemente entre missas e procissões, agitando a vida social a tal ponto que as idéias de contrição e recolhimento evaporavam.

Parte desse desvirtuamento se explica pela própria natureza de nossa colonização. Foi lenta a instalação dos bispados em todo o território, e era pequeno o número de clérigos capazes de orientar a população. O resultado foi, no geral, uma formação católica bastante superficial. Não eram incomuns atos de franca zombaria e desrespeito às figuras sagradas. Thomas Luis Teixeira, ex-alferes da infantaria e morador de Belém, foi denunciado ao Santo Ofício no Estado do Grão-Pará, em 1773, por desacato à imagem de Cristo durante uma procissão da Quaresma. Thomas teria lançado com força, do sobrado onde morava, um vaso “de imundícies fétidas, escarosas” sobre o andor que carregava o Senhor Crucificado. O impacto da pancada foi tamanho que espatifou a imagem e cobriu de excrementos os participantes do cortejo.

"Um viajante francês considerou falso o espetáculo
da autoflagelação: muitos dos participantes se mortificavam
diante das donzelas para despertar compaixão"


 Missa de celebração da Páscoa: o domingo marcava o fim da privação das procissões características da Quaresma

E nem é o caso de se culpar somente os colonos por sua fé pouco ortodoxa. Em Portugal, na mesma época, a Quaresma estava longe de ser um período de abstinência e meditação. Havia procissões todas as sextas-feiras, e o recomendado jejum era facilmente substituído por doações caridosas às obras de alguma paróquia. Assim, podia-se comer à vontade, sem remorso. Toda procissão virava pretexto para reuniões, bailes familiares e encenações cômicas regados a chás e bolos. Até os monges se permitiam substituir a manteiga e o açúcar do arroz-doce por leite de amêndoas.

Na Colônia, como em Portugal, o início da Quaresma era marcado pela Procissão das Cinzas, realizada na quarta-feira após o carnaval, sempre por iniciativa da Ordem Terceira de São Francisco. Instituído no Rio de Janeiro, em Salvador e em Olinda no século XVII, o cortejo passou a integrar o calendário das festas religiosas do Recife, da Paraíba, de São Luís e de Vila Rica (Ouro Preto) somente no século seguinte. No Rio, o evento aconteceu pela primeira vez em 1647 e, desde então, tornou-se o mais espetaculoso da cidade.

Anjos, virgens, confrades enfeitados, devotos com tochas acesas, clérigos e guardas militares desfilavam acompanhados de vinte andores adornados com luxo e riqueza. Após as salvas de mosquetaria, a procissão descia a Ladeira de Santo Antônio, atravessava o Largo da Carioca e percorria as principais ruas do Centro, detendo-se nas várias igrejas do percurso. No fim, o préstito retornava ao Morro de Santo Antônio, onde a irmandade distribuía amêndoas e confeitos às crianças que haviam figurado como anjos no cortejo.

O evento das Cinzas também ficou conhecido como Procissão da Penitência. Uma referência explícita ao exército de flagelantes que, para purgar seus pecados, lanhavam os ombros com navalhas, bolas de cera aramadas ou cacos de vidro à saída do préstito. A cena causava comoção entre os católicos praticantes e os espectadores mais sensíveis, mas provocou estranheza no viajante francês Le Gentil de La Barbinais, que considerou o espetáculo extravagante e falso, ao visitar Salvador em 1717. Sobretudo depois de constatar que muitos participantes se mortificavam com violência diante das donzelas para despertar compaixão.

Semana Santa em Olinda e Recife

Em Olinda e no Recife, o cortejo também atraía multidões. Na capital pernambucana, a procissão era aberta pelo “papa-angu”, figura que se vestia com uma longa túnica preta, mantendo a cabeça coberta por um capuz com dois orifícios na altura dos olhos, e munido de um comprido relho, destinado a fustigar aqueles que obstruíam sua passagem. Conhecido noutras paragens como “farricoco”, o tipo participava de outros cortejos, como o do Senhor dos Passos, criado para recordar o drama de Jesus Cristo até o calvário. A procissão assumia a forma de um teatro volante e detinha-se em vários pontos para encenar os episódios mais marcantes da Paixão. Em Portugal, acreditava-se que aqueles que seguissem por sete anos a fio a procissão dos Passos teriam a garantia de não morrer em pecado mortal.

O clímax das cerimônias religiosas ocorria na Semana Santa, com as procissões de Fogaréus, na quinta-feira de Endoenças, e do Senhor Morto, na sexta-feira da Paixão. Organizada pela Santa Casa da Misericórdia, a de Endoenças recordava a Última Ceia e não exibia andores nem imagens de santos ou da Virgem, apenas um painel com o Cristo coroado de espinhos. Duas longas filas de homens vestidos com casacões negros de capuz iluminavam o trajeto com uma espécie de candeeiro preso a uma vara de pau, daí o nome Fogaréus. Uma legião de flagelantes catalisava as atenções: nus da cintura para cima e armados de chicotes, açoitavam a si mesmos insuflados pelos farricocos.

No dia seguinte, sexta-feira da Paixão, tinha lugar a procissão do Senhor Morto ou do Enterro, realizada pela Ordem Terceira do Carmo. No Rio de Janeiro, o evento teve início em 1658 com toda pompa e circunstância: aberto pela guarda militar, conduzia uma grande cruz alçada com o Santo Sudário trançado em seus braços, escoltado por tocheiros. Na seqüência, crianças ricamente vestidas de anjos carregavam os emblemas da Paixão e abriam caminho para os irmãos do Carmo. Atrás, sob um luxuoso pálio cercado de círios com tochas de cera roxa, avistava-se um esquife de prata com o Senhor Morto, parcialmente coberto por um manto violeta de franjas douradas. O ataúde se deslocava sobre o ombro de clérigos, “convidados mediante pagamento de compensadora propina”.

Ávidas por demonstrar sua sincera devoção e as qualidades morais de seus membros, as famílias mais notáveis acompanhavam o féretro representando personagens da Paixão: Madalena, São João Evangelista, Verônica, José de Arimatéia e Nicodemos. Em seguida vinham o Anjo Cantor – representado por uma jovem escolhida entre as famílias mais abastadas –, a guarda romana e a imagem de Nossa Senhora das Dores, ladeada por uma guarda de honra e trajada com um manto de veludo bordado a ouro, jóias valiosas e um resplendor de ouro sobre a coroa. Encerrando o desfile, a banda, com seus instrumentos adornados por laços de crepe, executava as marchas fúnebres que embalavam o cortejo.

O espetáculo da procissão do Senhor Morto era disputadíssimo e atraía praticamente toda a população da cidade, movimentando o comércio ambulante. Nas calçadas e no vão das portas, negras vendiam bijus, pamonhas, cuscuz e arroz-doce em seus tabuleiros, faturando para si e para as sinhás. A mesma oportunidade tinham os aguadeiros e os vendedores de aluá (espécie de suco com frutas ou farinha). Os privilegiados, que moravam no itinerário da procissão, ornavam suas janelas com colchas de damasco e recebiam, com gosto ou a contragosto, parentes e amigos para assistir ao desfile.


A malhação de Judas é um ritual desde os tempos coloniais. No Sábado de Aleluia, as pessoas de comportamento inadequado são representadas pelo apóstolo traidor

Sábado de Aleluia

No sábado de Aleluia, era a vez de um rito vibrante e barulhento: a malhação do Judas. Representado por bonecos de palha ou de pano, preso em postes de iluminação pública ou em galhos de árvores (numa alusão ao seu suicídio), o apóstolo traidor era queimado pelos populares aos gritos, logo depois que os sinos anunciavam a aleluia litúrgica. Personificação das forças do mal, a boneco do Judas é, segundo alguns, um resquício de antigos ritos agrários europeus. A destruição de sua imagem representava para as comunidades camponesas a expurgação do mal e a certeza de uma boa colheita. Embora revestida de significado cristão, a prática adquiriu nova função: limitar as ações consideradas impróprias à comunidade que malha o Judas – em seu corpo desengonçado coloca-se o nome da vizinha fofoqueira, do marido adúltero, do comerciante ganancioso... O ato depura as ações e os pensamentos nocivos de cada um dos participantes, preparando-os para a renovação anunciada pelo domingo de Páscoa.

Depois de longos quarenta dias de “privação”, é hora enfim de festejar: que venham os presentes e os ovos de chocolate!

Fonte: Revista de História

Saiba Mais - Bibliografia:

CAMPOS, João da Silva. Procissões tradicionais da Bahia. Salvador: Conselho Estadual de Cultura, 2001. 2ª edição.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro. Editora Itatiaia, 1984.

COARACY, Vivaldo. Memórias da cidade do Rio de Janeiro. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

MATHIEU-ROSAY, Jean. Dicionário do Cristianismo. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992.


quinta-feira, 5 de abril de 2012

INACREDITÁVEL: PROVA DE CONCURSO PÚBLICO TEM QUESTÕES SOBRE NOVELAS E MICHEL TELÓ


A Prefeitura de Cambé (385 km de Curitiba) enviou ofício à UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) cobrando explicações sobre as provas aplicadas na semana passada em um concurso público para garis.

O concurso cobrou dos candidatos conhecimentos sobre a novela "Fina Estampa" e o humorístico "Zorra Total". A universidade elaborou também uma pergunta sobre o nome da música de Michel Teló que inspirou o craque Cristiano Ronaldo a dançar na comemoração de um gol.

O tema das questões levou candidatos a entrar com recurso pedindo a anulação da prova. A prefeitura não soube informar o número de reclamações protocoladas.

Em nota oficial, a instituição afirmou que o edital do concurso previa assuntos do cotidiano, cultura e sociedade.

"Vindo de uma universidade federal, é para ficar assustado", afirmou o presidente do sindicato dos servidores municipais de Cambé, Carlos Aparecido de Melo. Para ele, o concurso subestimou a inteligência dos candidatos.

A cientista política Rosana Nazzari, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, disse que o teste foi uma afronta aos candidatos. "Existe uma cultura histórica no Brasil de achar que as pessoas mais pobres não têm capacidade intelectual."

Das 40 questões, 10 eram relacionadas a assuntos de TV e música popular.

Em nota, a UTFPR disse que as questões sobre "temas de determinada emissora televisiva foram extraídas com base em reportagens publicadas junto à revista Veja" [sic]. As demais questões, diz a nota, eram sobre "notícias de atualidade".

Simplesmente INACREDITÁVEL!!! Como pode uma universidade federal ser a reprodutora de um preconceito social tacitamente presente na sociedade brasileira de que "as pessoas mais pobres não têm capacidade intelectual"?

A instituição de ensino superior deveria ser a primeira a lutar para acabar com isso e não justificar suas "belíssimas e bem elaboradas questões" com a pífia explicação de que se trata de "conhecimentos gerais e atualidades".

Infelizmente, aqueles que deveriam primar por uma educação de qualidade são os primeiros a manter o status quo da ignorância e do preconceito.

Fonte: Folha.com
Editado e comentado por: Hugo Freitas

ABSURDO!!! GOVERNO DO MARANHÃO VAI GASTAR R$ 370 MILHÕES PARA DUPLICAR BR-135

Campo de Perizes (BR-135, no Maranhão)

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) divulgou nesta quarta-feira (4) o edital do processo de licitação para a duplicação da BR-135, única via terrestre de entrada e saída de São Luís.

De acordo com o edital, os serviços contratados devem ser iniciados no mês de julho e estar concluídos dentro do prazo de 720 dias.

Orçada na estratosférica cifra de mais de R$ 370 milhões, o trecho a ser recuperado da BR-135 tem extensão de apenas 26,5 km, indo do km-25 ao km-51, isto é, de São Luís (saindo da Estiva) a Bacabeira.

Se fizermos um simples cálculo de divisão do valor total da obra pela quantidade de quilômetros a serem recuperados, chegamos ao impressionante registro de aproximadamente R$ 14 milhões por quilômetro. É isso mesmo, prezado leitor. Para cada quilômetro duplicado, serão gastos 14 milhões de reais. UM ABSURDO!!!

Ninguém nega a importância da referida obra, quando se pensa na quantidade de vidas ceifadas em um dos trechos mais perigosos da BR-135 no Maranhão, o Campo de Perizes. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que somente entre os anos de 2008 e 2011, foram 256 pessoas que perderam suas vidas em acidentes fatais, o que contribuiu para que a BR-135 ficasse conhecida entre os maranhenses como "BR da Morte".

Acidentes fatais na BR-135, no Maranhão

Contudo, a necessidade da obra não deve servir de tapa-olhos para a população, muito menos para os órgãos de controle do Estado. Órgãos como o Tribunal de Contas da União devem ficar ainda mais vigilantes e atentos sobre todos os trâmites que envolvem esta obra. Uma vez que seu valor é exorbitante, as possibilidades de super faturamento e de desvios de verbas é uma realidade premente e iminente, podendo inclusive desembocar na interrupção da obra antes que mesmo que ela se inicie.

Sejamos otimistas, caríssimo leitor, mas nunca deixemos de ser vigilantes, ainda mais em ano de eleições.

Confira AQUI o edital completo de chamada para a licitação da obra.

Outras informações, basta acessar o site do DNIT, ou ainda junto à Superintendência Regional do DNIT, nos telefones: (98) 2106-6277/6269 e (98) 3241-5302/8409-5849 (Unidade Local de Pedrinhas).

Hugo Freitas


quarta-feira, 4 de abril de 2012

GOVERNO DIZ QUE VAI REAJUSTAR VALORES DAS BOLSAS DE PÓS-GRADUAÇÃO

O ministro da educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira, 3, que vai reajustar os valores das bolsas oferecidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

"Temos que construir um reajuste das bolsas da Capes o mais rápido possível, para corrigir a defasagem", enfatizou, durante entrevista dada a correspondentes estrangeiros em Brasília.

Na visão do ministro, o programa Ciência sem Fronteiras – de intercâmbio e mobilidade internacional – não faz sentido sem a devida recomposição dos valores das bolsas no país e no exterior.

Hoje, no Brasil, as de mestrado estão em R$ 1,2 mil; de doutorado, em R$ 1,8 mil; pós-doutorado, R$ 3,3 mil, e professor visitante nacional sênior, R$ 8,9 mil. No exterior, o valor varia conforme o país, a modalidade e a condição familiar.

O último reajuste de bolsas de pós-graduação no país ocorreu em junho de 2008, quando as de mestrado passaram de R$ 940 para os atuais R$ 1,2 mil e as de doutorado de R$ 1,3 mil para R$ 1,8 mil. Entre 2004 e 2008, houve três aumentos, em que as bolsas obtiveram reajuste de 67% sobre os valores de 2002.

Nos últimos quatro anos, a Capes expandiu o Sistema Nacional de Pós-Graduação e aumentou a oferta de bolsas. Em 2008, havia cerca de 40 mil bolsistas no país; em 2011, esse número saltou para 71 mil, o que representa um crescimento de 75%.

Confira os valores das bolsas da Capes no exterior

Fonte: Ascom da Capes
Editado por: Hugo Freitas