"Geraldo & Edivaldo", aliança que rende frutos na rede pública de ensino da capital maranhense
Por Hugo Freitas
A Educação pública de São Luís vive um
de seus momentos mais complexos. E isto por conta dos contrastes presentes na
rede municipal de ensino.
Ao mesmo tempo em que se enfrenta os
graves problemas estruturais das escolas municipais, agravadas com as fortes chuvas que
desabam na capital maranhense, e a decretação de greve geral aprovada pelos
professores prevista para ter início esta semana, a Educação avança em pontos
importantes, quando comparada com as gestões anteriores.
Um dos primeiros aspectos a se destacar
é a ampliação da rede de ensino através do seletivo dos professores. No início
do ano, foram nomeados 650 novos professores, aprovados no processo seletivo realizado pela Prefeitura de São Luís, o que assegurou a
presença de mais docentes nas salas de aula, que padeciam com a carência de
profissionais em algumas disciplinas, como Matemática, Física e
Química. E há ainda a previsão de um concurso
público para ser realizado este ano.
Bom explicar que, mesmo em anos
eleitorais, não há nenhum impeditivo jurídico para a realização de concursos no
país. As ressalvas são em torno das "NOMEAÇÕES", que devem se
processar até 3 meses antes ou 3 meses depois do dia das eleições.
Outra medida adotada pela Prefeitura,
colocada em prática pelo titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed),
Geraldo Castro Sobrinho, é a gestão informatizada de matrículas, que
ajudará as escolas da capital a disponibilizarem informações digitalizadas
sobre os trâmites estudantis, como a consulta por
disponibilidade de vaga em unidades de ensino próximas das casas dos alunos. Com isso, evita-se também transtornos como a duplicidade de matrículas.
Capacitação continuada de professores, construção de novas creches e escolas e instalação de bibliotecas na zona rural da capital são algumas das grandes conquistas na Educação pública de São Luís
Pode-se citar ainda a formação
continuada e capacitação profissional dos docentes, construção de novas creches
e escolas, distribuição de 15 mil livros para a Educação Infantil, instalação
de 30 minibibliotecas na zona rural da capital, dentre outras ações, como uma demonstração nítida dos importantes avanços conquistados pela dupla Geraldo e Edivaldo no comando da
Educação pública de São Luís.
Dupla essa que mais parece dupla sertaneja, "Geraldo & Edivaldo", tamanha é a sonoridade prosódica dos nomes :) e a sintonia fina em que asseguram conquistas significativas para a rede de ensino.
Soma-se a isso tudo a entrega de 44 ônibus climatizados para transporte
escolar, além dos que já existiam na Semed, que melhorou a vida
das crianças no deslocamento de suas casas até às unidades de
ensino.
Não custa lembrar que os professores da
rede municipal receberam um aumento de 9,5% em 2013, quando da última greve da
categoria. Os mesmos profissionais reivindicam em 2014 um reajuste de 20%, algo fora da realidade educacional brasileira. Como a Prefeitura alegou falta de recursos e apresentou uma contraproposta com
apenas 8,32%, divididos em duas parcelas, como vem sendo trabalhado nacionalmente, os docentes decidiram, em Assembleia, dar início a um
novo movimento grevista, por tempo indeterminado (confira aqui).
Nas gestões anteriores, principalmente
na do ex-prefeito João Castelo (PSDB), tanto alunos quanto professores não tiveram muito a comemorar. Não havia diálogo com os
pais das crianças, muito menos com os docentes em suas reivindicações. Avanços, então, nem
pensar. Ainda assim, há quem deseje ver Castelo como senador do Maranhão. Mas
isso é assunto para um outro post.
Por ora, creio que com o início desta
nova greve, infelizmente, só teremos a lamentar. Perdem os
professores, perdem os alunos e, principalmente, perde a sociedade ludovicense,
que verão seus filhos com uma formação muito mais precária, deficitária e retardatária
(calendário de aulas atrasado), cujas implicações serão a manutenção e reprodução
dos péssimos indicadores sociais, enevoando o já nublado futuro das novas
gerações de maranhenses.
Que o diálogo e o bom senso prevaleçam sempre e que a melhoria da Educação de nossas crianças esteja acima de qualquer disputa.




