quarta-feira, 21 de novembro de 2012

JIMI HENDRIX TERÁ ÁLBUM DE INÉDITAS

Álbum com faixas inéditas de Hendrix será lançado em 2013. Trabalho póstumo contará com 12 músicas novas

Por Hugo Freitas

Doze músicas inéditas de Jimi Hendrix deverão ser lançadas no mercado fonográfico mundial a partir de março do ano que vem. A informação é do site oficial do guitarrista norte-americano.

Neste trabalho póstumo, coletado entre os anos de 1968 e 1969, Jimi Hendrix sugere direções novas e experimentais, brinca com teclados, percussão e uma segunda guitarra, explorando caminhos diversos de seu lendário trabalho com a guitarra solo.

Segundo a edição norte-americana da revista Rolling Stone, as músicas são da época que o célebre guitarrista estava testando as gravações para o álbum "First rays of the new rising sun". O trabalho é o resultado do que seria o último álbum de Hendrix, gravado nos últimos meses de vida do músico, no começo dos anos 70.

Jimi Hendrix foi consagrado como o melhor guitarrista de todos os tempos. O lendário músico, que morreu em 1970, aos 27 anos, foi o vencedor de uma votação organizada pela Rolling Stone, composta por críticos e músicos, incluídos no júri nomes de peso no cenário musical mundial como Lenny Kravitz, Brian May (Queen), Dan Auerbach (The Black Keys) e Eddie Van Halen (Van Halen).

"Jimi Hendrix extrapolou a nossa ideia sobre o que poderia ser o rock: ele manipulava a guitarra, a 'whammy bar', o estúdio e o palco", disse o guitarrista Tom Morello, da banda "Rage Against the Machine", em entrevista à publicação especializada em rock.

Muitos devem lembrar de Hendrix pela lendária apresentação que ele fez no Astoria, em Londres, no ano de 1967, quando o músico ateou fogo em sua guitarra (uma Fender Stratocaster) no palco, destruindo-a logo em seguida, uma das cenas mais emblemáticas do rock.


Jimi Hendrix ateia fogo na própria guitarra em show de 1967, em Londres

Veja abaixo a lista dos 10 melhores guitarristas de todos os tempos, segundo a Rolling Stone:

1. Jimi Hendrix
2. Eric Clapton
3. Jimmy Page (Led Zeppelin)
4. Keith Richards (Rolling Stone)
5. Jeff Beck
6. B.B. King
7. Chuck Berry
8. Eddie Van Halen (Van Halen)
9. Duane Allman (The Allman Brothers Band)
10. Pete Townshend (The Who)

CONCURSO DE BARREIRINHAS ESTÁ SUSPENSO


Por Hugo Freitas

O concurso da Prefeitura Municipal de Barreirinhas está suspenso. É o que informa uma nota publicada, na tarde desta quarta-feira (21), no site da instituição organizadora do concurso.

Segundo a Nota, uma liminar do juiz da Comarca de Barreirinhas solicitou a "suspenção" das inscrições do concurso. Isso mesmo, leitor. A palavra suspensão foi escrita com "ç".

Além disso, a nota está datada no "futuro", com a data de amanhã (22 de novembro de 2012).

Afora esses problemas de ordem "técnica" (ou será humana?), o texto informa também que o departamento jurídico da Prefeitura de Barreirinhas vai recorrer e divulgará o resultado da contestação.

O encerramento das inscrições no concurso estava marcado para a próxima sexta-feira (23) e as provas objetivas estavam previstas para serem realizadas no dia 16 de dezembro.

Acompanhe abaixo a íntegra do conteúdo da nota:

Nota - Concurso de Barreirinhas

Por solicitação do M.M.Juiz da Comarca de Barreirinhas através de uma liminar, foi solicitada a suspenção das inscrições do concurso público ora em andamento. Na oportunidade a Comissão Organizadora comunica aos candidatos inscritos, que o departamento jurídico da Prefeitura irá recorrer e em breve estará informando o resultado da contestação.

Barreirinhas, 22 de Novembro de 2012.

Comissão Organizadora do Concurso Público.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

BILHETAGEM ELETRÔNICA SERÁ SUSPENSA NESTA QUARTA (21), DIZ PROMOTORA


Por Hugo Freitas

Notícia de última hora. A promotora de Justiça de Defesa do Consumidor de São Luís, Lítia Cavalcanti, acaba de informar que o sistema de bilhetagem eletrônica será suspenso nesta quarta-feira (21).

A informação sobre a suspensão dos serviços da bilhetagem eletrônica foi divulgada por Lítia em sua página no twitter: "Apesar de todo o esforço do MP, a Bilhetagem Eletrônica será suspensa amanhã", afirmou a promotora, agora há pouco.

Realizado pela empresa Dataprom, o serviço de recarga dos cartões de transporte de estudantes e trabalhadores de São Luís ficará suspenso por tempo indeterminado, até que sejam sanadas as pendências por parte da atual gestão do prefeito João Castelo.

Lítia Cavalcanti

Segundo informou a promotora, em conversa anterior com o titular do blog, a Dataprom está há mais de 6 meses sem receber o repasse da Prefeitura de São Luís. Mesmo diante de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) impetrado pelo Ministério Público, o prefeito João Castelo não honrou com seus compromissos, fazendo com que a possibilidade da paralisação dos serviços de bilhetagem eletrônica fosse cada vez mais iminente.

Na mesma conversa, a promotora já havia cogitado também a hipótese do sistema de transporte coletivo da capital entrar em colapso. Tudo por conta da falta de pagamento da Prefeitura de São Luís aos empresários do setor, que obtiveram a promessa do prefeito Castelo em serem ressarcidos pela aquisição de novos ônibus. Como isso não aconteceu até agora, os bancos que financiaram a compra dos novos veículos estão pressionando os empresários a efetuarem os pagamentos, sob pena de reaverem os coletivos financiados.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

PROCESSO DE CASSAÇÃO DE ROSEANA SARNEY "DORME" NAS MÃOS DO MINISTÉRIO PÚBLICO


O recurso em que o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) pede cassação da governadora Roseana Sarney (PMDB) e do vice-governador Washington Luiz Oliveira (PT) e a convocação de novas eleições no estado ainda aguarda parecer do Ministério Público.

“Assim que o MP der o parecer, o processo estará pronto para ser julgado. A fase de instrução processual já foi concluída e as alegações finais entregues, aguardando agora apenas o parecer do Ministério Público e ser colocado em pauta para julgamento em plenário no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, informara o deputado e também advogado Rubens Pereira Júnior no dia 25 de setembro deste ano. Ele representa, junto com os advogados Abdon Marinho e Rodrigo Lago, a acusação.

Ou seja, há mais de 80 dias o processo foi enviado ao Ministério Público e, até agora, aguarda o parecer do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

A previsão era de que até o final do ano fosse julgado a cassação da governadora Roseana Sarney por abuso de poder político e econômico. Entretanto, até agora o processo, misteriosamente, ‘dorme’ nas mãos do procurador Roberto Gurgel.

Segundo o Colunaço do Pêta deste domingo (18), uma das justificativas para tamanha lentidão seria uma espécie de acordo de Sarney com Gurgel. Diz a coluna do Jornal Pequeno que Gurgel precisou aí de uma proteção e procurou Sarney, que, em contrapartida, ‘sugeriu’ que ele ‘sentasse em cima’ da ação do ex-governador José Reinaldo que pede a cassação de Roseana. Depois de todos os trâmites, a ação está já há um bom tempo com o procurador-geral, que continua sem despachá-la.

Provas

De acordo com a acusação, Roseana Sarney assinou convênios com prefeituras no valor de quase R$ 1 bilhão com nítido caráter eleitoreiro. Na petição, os advogados alegam que os convênios foram utilizados “como meio de cooptação de prefeitos e lideranças políticas e sindicais”.

Uma das provas do uso eleitoral dos convênios, segundo os advogados, é a concentração da celebração de vários acordos nas vésperas da data da convenção partidária que homologou o nome de Roseana Sarney para disputar as eleições de 2010, em 24 de junho daquele ano. Uma tabela revela que nos quatro dias que antecederam a convenção, a governadora assinou 670 convênios que previram a liberação de mais de R$ 165 milhões para diversos municípios do estado.

O processo também aponta que, em pleno período eleitoral, o governo maranhense começou a construir moradias por meio do programa chamado "Viva Casa", com gastos de R$ 70 milhões que não estavam previstos no orçamento. As alegações finais, que somam 79 páginas, trazem planilhas que mostram que a votação de Roseana foi expressiva justamente nos municípios beneficiados com os recursos dos convênios fechados em ano eleitoral.

Ainda na peça, os advogados sustentam que a influência das ações da governadora no resultado eleitoral é facilmente perceptível. Roseana ganhou as eleições no primeiro turno por 0,08% dos votos a mais que a metade dos votos válidos.

No mês de junho de 2010, quatro meses antes da eleição para o governo do Maranhão, foram celebrados pelo governo Roseana Sarney 979 convênios eleitoreiros, totalizando R$ 400 milhões, segundo processo de cassação (RCED 809) movido pelo ex-governador José Reinaldo Tavares contra a diplomação dos atuais governantes maranhenses. Somente nos dias 23 e 24 de junho, nos dias da convenção que homologou a candidatura da filha do senador José Sarney, foram mais 545 convênios. Incluindo fundo a fundo, prefeituras, associações, foram mais de 1 bilhão em convênios eleitoreiros.

Com informações do Blog do John Cutrim

domingo, 18 de novembro de 2012

A PRIVATARIA TUCANA, O FOGO AMIGO TUCANO E A CENSURA DE JOSÉ SERRA À IMPRENSA


Por Hugo Freitas

Já está nas bancas o livro do jornalista Amaury Riberio Júnior sobre “A Privataria Tucana”, resultado de 12 anos de trabalho do premiado repórter, que durante a campanha eleitoral do ano passado foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos.

Ribeiro Jr. acabou indiciado pela Polícia Federal e tornou-se involuntariamente personagem da disputa presidencial de 2010.

Na edição que chega às bancas, a revista Carta Capital traz um relato exclusivo e minucioso do conteúdo do livro de 343 páginas publicado pela Geração Editorial e uma entrevista com autor (reproduzida abaixo).

A obra apresenta documentos inéditos de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas os arquivos da CPI do Banestado. José Serra é o personagem central dessa história. Amigos e parentes do ex-governador paulista operaram um complexo sistema de maracutaias financeiras que prosperou no auge do processo de privatização.

Ribeiro Jr. elenca uma série de personagens envolvidas com a “privataria” dos anos 1990, todos ligados a Serra, aí incluídos a filha, Verônica Serra, o genro, Alexandre Bourgeois, e um sócio e marido de uma prima, Gregório Marín Preciado.

Mas quem brilha mesmo é o ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil, o economista Ricardo Sérgio de Oliveira. Ex-tesoureiro de Serra e FHC, Oliveira, ou Mister Big, é o cérebro por trás da complexa engenharia de contas, doleiros e offshores criadas em paraísos fiscais para esconder os recursos desviados da privatização.

O livro traz, por exemplo, documentos nunca antes revelados que provam depósitos de uma empresa de Carlos Jereissati, participante do consórcio que arrematou a Tele Norte Leste, antiga Telemar, hoje OI, na conta de uma companhia de Oliveira nas Ilhas Virgens Britânicas. Também revela que Preciado movimentou 2,5 bilhões de dólares por meio de outra conta do mesmo Oliveira. Segundo o livro, o ex-tesoureiro de Serra tirou ou internou no Brasil, em seu nome, cerca de 20 milhões de dólares em três anos.

A Decidir.com, sociedade de Verônica Serra e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, também se valeu do esquema. Outra revelação: a filha do ex-governador acabou indiciada pela Polícia Federal por causa da quebra de sigilo de 60 milhões de brasileiros. Por meio de um contrato da Decidir com o Banco do Brasil, Verônica teve acesso de forma ilegal a cadastros bancários e fiscais em poder da instituição financeira.

Na entrevista a seguir, Ribeiro Jr. explica como reuniu os documentos para produzir o livro, refaz o caminho das disputas no PSDB e no PT que o colocaram no centro da campanha eleitoral de 2010 e afirma: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro”.

Carta Capital: Por que você decidiu investigar o processo de privatização no governo Fernando Henrique Cardoso?

Amaury Ribeiro Jr.: Em 2000, quando eu era repórter de O Globo, tomei gosto pelo tema. Antes, minha área da atuação era a de reportagens sobre direitos humanos e crimes da ditadura militar. Mas, no início do século, começaram a estourar os escândalos a envolver Ricardo Sérgio de Oliveira (ex-tesoureiro de campanha do PSDB e ex-diretor do Banco do Brasil). Então, comecei a investigar essa coisa de lavagem de dinheiro. Nunca mais abandonei esse tema. Minha vida profissional passou a ser sinônimo disso.

CC: Quem lhe pediu para investigar o envolvimento de José Serra nesse esquema de lavagem de dinheiro?

ARJ: Quando comecei, não tinha esse foco. Em 2007, depois de ter sido baleado em Brasília, voltei a trabalhar em Belo Horizonte, como repórter do Estado de Minas. Então, me pediram para investigar como Serra estava colocando espiões para bisbilhotar Aécio Neves, que era o governador do estado. Era uma informação que vinha de cima, do governo de Minas. Hoje, sabemos que isso era feito por uma empresa (a Fence, contratada por Serra), conforme eu explico no livro, que traz documentação mostrando que foi usado dinheiro público para isso.

CC: Ficou surpreso com o resultado da investigação?

ARJ: A apuração demonstrou aquilo que todo mundo sempre soube que Serra fazia. Na verdade, são duas coisas que o PSDB sempre fez: investigação dos adversários e esquemas de contrainformação. Isso ficou bem evidenciado em muitas ocasiões, como no caso da Lunus (que derrubou a candidatura de Roseana Sarney, então do PFL, em 2002) e o núcleo de inteligência da Anvisa (montado por Serra no Ministério da Saúde), com os personagens de sempre, Marcelo Itagiba (ex-delegado da PF e ex-deputado federal tucano) à frente. Uma coisa que não está no livro é que esse mesmo pessoal trabalhou na campanha de Fernando Henrique Cardoso, em 1994, mas sob o comando de um jornalista de Brasília, Mino Pedrosa. Era uma turma que tinha também Dadá (Idalísio dos Santos, araponga da Aeronáutica) e Onézimo Souza (ex-delegado da PF).

CC: O que você foi fazer na campanha de Dilma Rousseff, em 2010?

ARJ: Um amigo, o jornalista Luiz Lanzetta, era o responsável pela assessoria de imprensa da campanha da Dilma. Ele me chamou porque estava preocupado com o vazamento geral de informações na casa onde se discutia a estratégia de campanha do PT, no Lago Sul de Brasília. Parecia claro que o pessoal do PSDB havia colocado gente para roubar informações. Mesmo em reuniões onde só estavam duas ou três pessoas, tudo aparecia na mídia no dia seguinte. Era uma situação totalmente complicada.

CC: Você foi chamado para acabar com os vazamentos?

ARJ: Eu fui chamado para dar uma orientação sobre o que fazer, intermediar um contrato com gente capaz de resolver o problema, o que acabou não acontecendo. Eu busquei ajuda com o Dadá, que me trouxe, em seguida, o ex-delegado Onézimo Souza. Não tinha nada de grampear ou investigar a vida de outros candidatos. Esse “núcleo de inteligência” que até Prêmio Esso deu nunca existiu, é uma mentira deliberada. Houve uma única reunião para se discutir o assunto, no restaurante Fritz (na Asa Sul de Brasília), mas logo depois eu percebi que tinha caído numa armadilha.

CC: Mas o que, exatamente, vocês pensavam em fazer com relação aos vazamentos?

ARJ: Havia dentro do grupo de Serra um agente da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) que tinha se desentendido com Marcelo Itagiba. O nome dele é Luiz Fernando Barcellos, conhecido na comunidade de informações como “agente Jardim”. A gente pensou em usá-lo como infiltrado, dentro do esquema de Serra, para chegar a quem, na campanha de Dilma, estava vazando informações. Mas essa ideia nunca foi posta em prática.

CC: Você é o responsável pela quebra de sigilo de tucanos e da filha de Serra, Verônica, na agência da Receita Federal de Mauá?

ARJ: Aquilo foi uma armação, pagaram para um despachante para me incriminar. Não conheço ninguém em Mauá, nunca estive lá. Aquilo faz parte do conhecido esquema de contrainformação, uma especialidade do PSDB.

CC: E por que o PSDB teria interesse em incriminá-lo?

ARJ: Ficou bem claro durante as eleições passadas que Serra tinha medo de esse meu livro vir à tona. Quando se descobriu o que eu tinha em mãos, uma fonte do PSDB veio me contar que Serra ficou atormentado, começou a tratar mal todo mundo, até jornalistas que o apoiavam. Entrou em pânico. Aí partiram para cima de mim, primeiro com a história de Eduardo Jorge Caldeira (vice-presidente do PSDB), depois, da filha do Serra, o que é uma piada, porque ela já estava incriminada, justamente por crime de quebra de sigilo. Eu acho, inclusive, que Eduardo Jorge estimulou essa coisa porque, no fundo, queria apavorar Serra. Ele nunca perdoou Serra por ter sido colocado de lado na campanha de 2010.

CC: Mas o fato é que José Serra conseguiu que sua matéria não fosse publicada no Estado de Minas.

ARJ: É verdade, a matéria não saiu. Ele ligou para o próprio Aécio para intervir no Estado de Minas e, de quebra, conseguiu um convite para ir à festa de 80 anos do jornal. Nenhuma novidade, porque todo mundo sabe que Serra tem mania de interferir em redações, que é um cara vingativo.

Para saber outras informações sobre o conteúdo do livro "A Privataria Tucana", clique aqui.

Com informações da revista Carta Capital