sábado, 6 de junho de 2015

"Não podemos banalizar a vida", afirma deputado Wellington ao lamentar a violência no Maranhão


O deputado estadual Wellington do Curso (PPS) usou suas redes sociais, nesta sexta-feira (o5), para se posicionar sobre a violência que, segundo ele, tem protagonizado o Maranhão.

O posicionamento do parlamentar remeteu à última quarta-feira (03), que foi marcada pela morte de um jovem assaltante e de uma estudante de Enfermagem.

Na ocasião, Wellington mencionou os quatro assassinatos ocorridos no Estado em menos de 1 mês dentro dos ônibus que circulam na capital, além de fazer referência ao fato de que, em menos de 5 meses, São Luís já soma 186 assaltos a coletivos, o que já representa mais de 50,8% do total de assaltos a coletivos de todo o ano passado.

Pode-se incluir nestas estatísticas de violência as mortes de policiais e as causadas em decorrência de abordagens policiais, como os casos da "Chacina de Panaquatira" e da execução do mecânico Irialdo Batalha, em praça pública, à luz do dia, em Vitória do Mearim, o que vem assustando ainda mais a população do Maranhão.

"A vida tem sido cada vez mais banalizada. São sonhos, planos, famílias, futuros que estão sendo destruídos. A morte tem se tornado a regra. E a vida? Bem, essa tem sido a exceção. Não podemos banalizar tal cenário ao ponto de tratar a morte de uma estudante como algo simples e fútil. Não, não o é. São sonhos que não mais existem, um futuro que tornou-se pretérito da forma mais repentina e cruel e, principalmente, uma lacuna que jamais será suprida na realidade dos familiares que perderam um ente querido. Deixo aqui as minhas condolências e espero que Deus possa consolar a todos os familiares e amigos da estudante e de todos aqueles que foram vítimas dos conseguintes da insegurança. Ressalto o caráter emergencial de se enfatizar a Segurança Pública em nosso Estado e, assim, zelar por aquilo que o ser humano possui de mais importante: a vida", declarou Wellington do Curso, que tem se destacado em defesa da Segurança Pública e já apresentou proposições solicitando a nomeação imediata de mais policiais militares e civis, além de projeto que institui a gratificação por arma apreendida.

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NA CONTRAMÃO: Senado aumenta aposentadoria de Roseana Sarney

Aposentadoria de 24 mil reais será reajustada por conta da ex-governadora ter trabalhado com o pai, José Sarney, quando este comandava a Presidência da República

Mal chegou de uma longa temporada na Flórida e a ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB) já recebeu uma boa notícia: ganhará aumento em sua aposentadoria de servidora do Senado, onde ingressou sem prestar concurso nos anos 1980.

Sua renda de R$ 24 mil será elevada, mas o Senado não quer dizer para quanto.

Foi incorporado um bônus pelo período em que trabalhou com o pai, o ex-senador José Sarney (PMDB), no Planalto entre 1985 e 1989, período em que ele esteve na Presidência da República.

Enquanto isso, o governo federal promove cortes bilionários na Educação e restringe cada vez mais os direitos e benefícios trabalhistas com o argumento frágil de "necessidade de reajuste fiscal".

Que bom seria se tal justificativa valesse também para os "nobres" do Congresso Nacional.

Tsc, tsc, tsc...

Com informações do portal Época

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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Rose Sales e a disputa pela Prefeitura de São Luís


Por Hugo Freitas

Começou a ser veiculada nesta semana, no rádio e na TV, a nova peça publicitária do Partido Progressista (PP). Para a surpresa de muitos, depois de "séculos" protagonizando o espaço político-midiático do partido, desta feita o deputado federal Waldir Maranhão, presidente da legenda no estado, cedeu a vez para a vereadora por São Luís, Rose Sales, recém-integrada às fileiras dos "progressistas".

A aparição da ex-comunista Rose na propaganda do PP sugere que ela está mesmo disposta a disputar a Prefeitura da capital nas eleições do ano que vem. Para isso, já mostra que conquistou a confiança e o apoio dos caciques progressistas, ao estrelar, sozinha, a referida peça publicitária.

Contudo, o fato da vereadora gozar do apoio de Waldir Maranhão, líder do partido no estado, se constitui num fator paradoxal. Afinal, Waldir consta na "Lista Janot" de investigados pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato e o seu partido contém o maior número de deputados como alvo da PF.

Portanto, se de um lado o apoio de Maranhão, que é vice-presidente da Câmara Federal, pode fortalecer o nome de Rose Sales na corrida sucessória municipal vindoura, por outro tal aproximação pode muito bem ser explorada pelos adversários políticos da ex-comunista por conta dos problemas de Waldir com a Justiça.

Uma vez que Dino estreita, a cada dia, a "parceria institucional" com Edivaldo, e diante do crescente "favoritismo" de Eliziane Gama (PPS) para o próximo pleito, Rose Sales precisará ampliar seu leque de alianças estratégicas e diversificar seu escopo de atuação (social, política e também midiática, o que inclui o uso das redes sociais e das mídias digitais) para superar os quase 6% das intenções de voto apontados na última pesquisa Escutec e cimentar seu caminho rumo ao Palácio de La Ravardiére.

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quinta-feira, 4 de junho de 2015

Sobre a cobrança de taxas de matrícula na UEMA


Por Hugo Freitas

Não é de hoje que abordo o paradoxo do caro ensino superior "gratuito" brasileiro, particularmente no Maranhão. Em artigo publicado neste blog, fiz uma breve análise crítica sobre as dificuldades de entrada e de permanência nas universidades públicas estaduais por conta de gastos com taxas de inscrição, xerox, transporte, alimentação, compra de livros, entre outros, que encarecem principalmente a estadia dos "filhos da precisão" numa instituição pública de ensino (CONFIRA AQUI).

Mas o que veio à tona esta semana é o cúmulo do absurdo. A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) divulgou edital de matrícula para o segundo semestre de 2015. E, para a surpresa inglória de tod@s, a instituição "pública" está cobrando dos estudantes de Pós-Graduação taxas para efetuação de matrícula e rematrícula, que variam entre R$ 50,00 e R$ 70,00, conforme se observa no documento abaixo.

Imagem "pescada" no Blog do Gilberto Léda

Em protesto a esse ato lesivo aos direitos dos estudantes uemianos, o deputado estadual Wellington do Curso (PPS), que é vice-presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, utilizou a tribuna da Casa para cobrar esclarecimentos da reitoria da UEMA, que incorreu numa grave prática inconstitucional.

O parlamentar solicitou a revogação imediata das taxas, tendo em vista o princípio constitucional da gratuidade do ensino público, previsto no art. 206, inciso IV, da Constituição Federal, além de posicionamento do Supremo Tribunal Federal que considera inconstitucional a cobrança de taxa de matrícula por universidade pública.

O deputado Wellington, que também é professor, solicitou a revogação imediata da cobrança das taxas para matrícula na UEMA

“A Universidade Estadual do Maranhão, por meio da Pró-Reitoria de Graduação, tornou públicas as normas e instruções para a matrícula de calouros e rematrícula dos estudantes veteranos. Como requisito, tem-se o pagamento de taxas, isto é, para que o aluno possa ser matriculado ou rematriculado na UEMA, deverá pagar uma determinada quantia. Tal cobrança vai de encontro com o art.206 da Constituição Federal, que estabelece o ‘princípio da gratuidade do ensino público’, concedendo o caráter inconstitucional às taxas que estão sendo cobradas pela UEMA. Ressalta-se aqui, não apenas a mera revogação de taxas para matrícula e rematrícula, mas a importância de se garantir o acesso pleno ao ensino público e gratuito, fomentando assim, o instrumento mais eficaz na concretização de sonhos e transformação de realidades: a educação”, declarou o deputado Wellington, que também é professor.

A cobrança de taxas de matrícula por uma universidade pública e "gratuita", independentemente em qual nível de ensino seja, além de um absurdo inconstitucional, aumenta o processo de segregação social em curso, porém de forma velada, dentro das universidades brasileiras, onde apenas aqueles que trabalham ou dispõem de um forte "pai"trocínio conseguem sobreviver academicamente, face às inúmeras despesas e gastos que lhes são impingidos.

Inevitavelmente, isso deve impactar diretamente na permanência dos estudantes nas universidades ou no tempo de duração de suas graduações, além de obstacularizar a concretização dos sonhos daqueles que almejam ingressar numa instituição de ensino superior.

Em tempos de cortes bilionários no orçamento do governo federal para o setor da Educação, cerca de 70 bilhões de reais para o ano de 2015, o que restringe ainda mais a concessão de bolsas de estudo e de assistência estudantil, somente uma boa base financeiro-familiar (classe média alta e congêneres) poderá permitir que estudantes ingressem e consigam se manter numa universidade pública e "gratuita", estrutura perversa que reproduz e alarga o "canyon" social que separa ricos e pobres, "doutores" e desempregados.

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quarta-feira, 3 de junho de 2015

PROFESSORES DA UFMA DECRETAM GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

O SindUFMA reuniu-se no dia 01/06 e aprovou greve para o dia 18/06...

As duas entidades que disputam a representação legítima dos professores da UFMA (Apruma e SindUFMA) decidiram, em uníssono, decretar estado de greve da categoria por tempo indeterminado.

Em reunião realizada no dia 01 de junho, o SindUFMA decidiu pela paralisação das atividades docentes a partir do próximo dia 18/06, data em que será realizada a Assembleia Geral da entidade.

O movimento grevista, de âmbito nacional, reivindica o fim dos cortes no orçamento da Educação, investimentos na infra-estrutura e ampliação dos repasses das verbas federais para as universidades e recomposição salarial dos professores acima do teto da inflação.

...enquanto a Apruma reuniu-se nesta terça (02/06) e decretou o início da greve para o próximo dia 10/06

Por sua vez, a APRUMA - Seção Sindical do ANDES – SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), após realização de assembleia, realizada nesta terça-feira (02), deliberou pela deflagração de greve por tempo indeterminado a partir da próxima quarta-feira (10) na Universidade Federal do Maranhão.

A deliberação da entidade segue orientação do ANDES – SN que orientou pela paralisação em nível nacional. A greve acontece ao mesmo tempo em várias universidades e institutos federais nas categorias de técnicos administrativos e de professores. Na UFMA, os técnicos administrativos deliberaram por greve a partir do dia três de junho.

Apesar da divergência das datas para o início do movimento grevista dos professores da UFMA, o que só torna mais límpida a disputa entre as duas entidades de representação de classe, tanto o SindUFMA quanto a Apruma concordaram pela paralisação nacional.

Por uma Universidade pública de qualidade e excelência profissional, todo apoio à greve dos professores das universidades e institutos federais!!! Diga NÃO aos cortes no orçamento da Educação brasileira!!!

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