quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Brasil perde posições no Ranking da FIFA: Holanda aparece em 1º lugar

Ramyres, Robinho e Neymar, durante amistoso contra a Alemanha
Foto: Agência EFE

A Holanda superou a Espanha no primeiro lugar do ranking de seleções da Fifa após um ano de liderança dos atuais campeões do mundo, enquanto o Brasil caiu duas posições e agora está em sexto.

A derrota da Espanha por 2 a 1 para a Itália no amistoso do último dia 10 permitiu à Holanda se tornar a sétima seleção a ocupar o topo do ranking, por onde já passaram Brasil, Argentina, França, Alemanha e Itália.

A queda do Brasil se registra duas semanas após a seleção comandada pelo técnico Mano Menezes perder o amistoso contra a Alemanha por 3 a 2.

Confira a seguir o Top 10 do ranking de agosto da Fifa (entre parênteses estão as respectivas colocações no mês de julho):

1. Holanda (2) 1.596 pontos.

2. Espanha (1) 1.563.

3. Alemanha (3) 1.330.

4. Inglaterra (6) 1.177.

5. Uruguai (5) 1.174.

6. Brasil (4) 1.156.

7. Itália (8) 1.110.

8. Portugal (7) 1.060.

9. Argentina (10) 1.017.

10. Croácia (9) 1.009.

Fonte: Agência EFE

OTAN E A COBIÇA PELO PETRÓLEO DA LÍBIA


Caríssimo leitor, saudações. Trazemos para vossa apreciação um interessante artigo que contém um olhar diferenciado sobre a Guerra na Líbia, discutindo os interesses e as "verdades escondidas" que a imprensa mundial prefere não enxergar. Boa leitura!

Por Altamiro Borges*

A mídia colonizada está em festa. A vinheta do Jornal das Dez, da Globo News, comemora “o fim da era Kadafi”. Merval Pereira, que mais parece um porta-voz do império, ataca o “ditador líbio” e, de quebra, a política externa do atual governo. O colunista da TV Globo preferia quando o chanceler de FHC tirava os sapatinhos nos aeroportos dos EUA e prometia apoio à invasão do Iraque.

Na imprensa mundial, a queda de Kadafi também parece próxima. Os “rebeldes” – a mídia evita realçar os bombardeios da Otan – já teriam ocupado parte de Trípoli. Barack Obama, o embusteiro que prometeu reduzir a ação belicista dos EUA, encurtou suas férias para comemorar o desfecho do ataque. “O regime de Kadafi está acabado e o futuro da Líbia pertence ao povo”. Que povo?

Capitalistas estão excitados

Na Europa em frangalhos, o francês Nicolas Sarkozy e o britânico David Cameron anunciam uma reunião em Paris para discutir a agenda da “reconstrução” do país devastado. Cerca de 20 bilhões de euros do governo líbio, congelados em bancos da Inglaterra e Alemanha, seriam liberados para as obras, que teriam a participação das poderosas empreiteiras francesas e britânicas.

O mundo capitalista em crise está excitado. As bolsas de valores dos EUA e da Europa subiram, com seus pregões sendo puxados pelas ações das empresas de petróleo e gás. Segundo o Estadão, o clima de entusiasmo também atiça os rentistas brasileiros. “Os investidores estão otimistas quanto à possibilidade do fim dos conflitos da Líbia, que interromperam as exportações de petróleo”.

As reviravoltas de Kadafi

Como aponta Saul Leblon, da Carta Maior, o mundo capitalista pouco se importa com os 1.700 líbios mortos nas primeiras horas de combate em Trípoli. A tal “intervenção humanitária” da Otan, repetida milhões de vezes pela mídia, é conversa para enganar os trouxas. O que está em jogo na Líbia são suas riquezas, principalmente o petróleo. Kadafi virou um estorvo. Por isso, ele deve cair!

Kadafi já foi considerado vilão, aliado do bloco soviético e inimigo do “livre mercado” e da “democracia liberal” – principalmente quando estatizou o petróleo do país. Depois, acuado com o fim da URSS, ele renegou o seu passado nacionalista, virou amigo das potências imperialistas, tirou fotos com os “líderes ocidentais” e assinou estranhos contratos com as multinacionais.

“Rebeldes” sem povo

A recente revolta no mundo árabe, que derrubou vários carrascos aliados das nações imperialistas – que nunca foram rotulados de ditadores pela mídia colonizada – mudou a geopolítica da região e abalou os interesses das corporações. Era preciso derrubar, também, Kadafi. Afinal, ele nunca foi visto com bons olhos pela burguesia internacional. 

Mas, diferentemente das outras nações árabes, onde multidões ocuparam as ruas na luta por democracia, na Líbia não ocorreram protestos massivos. A única forma de derrubar Kadafi, o vilão que virou amigo e, depois, virou novamente ditador, era fomentar os “rebeldes”, armá-los e, principalmente, ajudá-los com os bombardeios da Otan. Do contrário, os “rebeldes” seriam derrotados.

O petróleo é o “troféu” das guerras

Na tragédia da Líbia, não há santos. O que está em jogo, é bom enfatizar, é o petróleo. Como apontou Michel Chossudovsky, num excelente estudo sobre o país, “a Líbia está entre as maiores economias petrolíferas do mundo, com aproximadamente 3,5% das reservas globais de petróleo, mais do dobro daquelas dos EUA... O petróleo é o ‘troféu’ das guerras conduzidas pelos EUA-Otan”.

“A ‘Operação Líbia’ faz parte de uma agenda militar mais vasta no Médio Oriente e Ásia Central, que consiste em ganhar controle sobre mais de 60% das reservas mundiais de petróleo e gás natural, incluindo as rotas de oleodutos e gasodutos”. Com 46,5 mil milhões de barris de reservas provadas (dez vezes as do Egito), a Líbia é a maior economia petrolífera do continente africano.

Privatizar a indústria petrolífera

Para Chossudovsky, a “ação humanitária” da Otan na Líbia serve “aos mesmos interesses corporativos” da invasão do Iraque, em 2003. “O objetivo é tomar posse das reservas de petróleo, desestatizar a National Oil Corporation (NOC) e, finalmente, privatizar a indústria petrolífera do país, transferindo o controle e a propriedade da riqueza petrolífera para mãos estrangeiras”.

A estatal NOC está classificada entre as 25 maiores 100 companhias de petróleo do mundo. “O petróleo líbio é uma mina de ouro para os gigantes petrolíferos anglo-americanos. Embora o valor de mercado do petróleo bruto esteja atualmente pouco acima dos 100 dólares por barril, o custo do petróleo líbio é extremamente baixo”.

China e os objetivos geopolíticos

Além disto, a operação militar da Otan tem objetivos geopolíticos que pouco aparecem nos noticiários da mídia imperial. “Onze por cento das exportações de petróleo líbias são canalizadas para a China... A presença chinesa na África do Norte é considerada por Washington como uma intrusão... A campanha militar contra a Líbia pretende excluir a China desta região”.

Estas razões é que explicam a violência dos bombardeios da aliança militar dos países capitalistas – a Otan. Como alerta o escritor Michael Collon, o resto é pura manipulação midiática. “O problema é eles falam em ‘guerra humanitária’ e que gente de esquerda se deixa enganar. Seria melhor que lessem o que pensam os verdadeiros líderes dos EUA ao invés de olharem e assistirem a TV?”.

A “ingenuidade” dos cúmplices

“Escutem, a propósito dos bombardeios contra o Iraque, o célebre Alan Greenspan, durante muito tempo diretor da Reserva Federal dos EUA. Ele escreveu em suas memórias: ‘Sinto-me triste quando vejo que é politicamente incorreto reconhecer o que todo mundo sabe: a guerra no Iraque foi exclusivamente pelo petróleo’”. Collon critica a “ingenuidade” de certos setores da esquerda, que não aprenderam “nada sobre as falsidades humanitárias transmitidas pela mídia nas guerras precedentes”.

E cita o discurso de Obama para justificar os ataques à Líbia: “Conscientes dos riscos e das despesas da atividade militar, somos reticentes ao empregar a força para resolver os numerosos desafios do mundo. Mas quando os nossos interesses e valores estão em jogo, temos a responsabilidade de agir. Vistos os custos e riscos da intervenção, temos que calcular nossos interesses ante a necessidade de uma ação. A América tem um grande interesse estratégico em impedir que Kadafi derrote a oposição’”.

*Altamiro Borges é jornalista e autor de "A Ditadura da Mídia".

domingo, 21 de agosto de 2011

Milhares de ativistas protestam contra Usina de Belo Monte


Manifestantes participaram de passeata do Dia Internacional de Ação em Defesa da Amazônia, em protesto contra a construção da usina de Belo Monte, na Avenida Paulista, neste sábado (20). Protestos foram feitos em ao menos 13 cidades, incluindo São Paulo, Brasília e Belém.

Milhares tomaram as ruas de várias cidades do Brasil neste sábado (20) para protestar contra a construção da Usina de Belo Monte, no Rio Xingu (Pará), que deixará cerca de 50 mil índios e lavradores desabrigados, segundo diversos movimentos sociais.

As maiores manifestações foram realizadas em São Paulo e Belém, cuja região sul abrigará a terceira maior hidrelétrica do mundo depois de Itaipu, compartilhada por Brasil e Paraguai, e a chinesa Três Gargantas.

“A represa de Belo Monte significa a última punhalada no coração da Amazônia”, declarou em Belém o presidente do Conselho Indigenista Missionário, Erwin Krautler, que é também bispo prelado do Xingu, região onde as obras inundarão 516 quilômetros quadrados de floresta e que, segundo os povos ribeirinhos, obrigará a remoção das famílias de cerca de 50 mil pessoas.
Além de Belém, onde 2 mil se mobilizaram, e São Paulo, houve manifestações similares em Brasília, Rio de Janeiro, Fortaleza, João Pessoa, Recife, Salvador, Santarém, Florianópolis, Cuiabá, Manaus e Belo Horizonte.

Os manifestantes entoaram palavras de ordem contra as obras e lembraram que contam com o apoio de diversos organismos do Brasil e do exterior, entre os que citaram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e a Anistia Internacional.

O projeto de Belo Monte foi criado na década de 1970 pela ditadura militar e ressuscitado nos últimos anos pelo governo do atual ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na retomada do empreendimento também teve um importante papel a atual presidente Dilma Rousseff, que foi uma de suas impulsoras como ministra de Lula e o considera uma das iniciativas energéticas mais significativas para a Amazônia.

A hidrelétrica de Belo Monte, que deverá entrar em operação em 2015, será construída a um custo de US$ 10,6 bilhões e sua capacidade de geração será de um máximo de 11.233 megawatts nos períodos de cheia do rio Xingu.

O governo defende a necessidade desa represa para garantir o abastecimento de energia ao país e nega que a obra vai inundar as terras indígenas.

Fonte: Agência EFE

sábado, 20 de agosto de 2011

E AGORA, NOVAIS? Ministro do Turismo libera 1 milhão de reais para empresa fantasma

Da Folha de São Paulo

Recursos assegurados pelo ministro do Turismo, Pedro Novais, para uma obra no Maranhão beneficiaram uma cidade sem nenhuma vocação turística e uma empreiteira fantasma, cuja sede fica em um conjunto habitacional na periferia de São Luís, a capital do Estado.

No ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal, Novais apresentou emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 1 milhão do Ministério do Turismo à construção de uma ponte em Barra do Corda (450 km ao sul de São Luís).

A pasta assinou convênio com a prefeitura em 8 de dezembro e já empenhou (reservou para gastos futuros) todo o valor da emenda. Neste ano a prefeitura fez a licitação, vencida pela Planmetas Construções e Serviços.

A sede da construtora fica num conjunto habitacional de baixa renda em São Luís. A Folha esteve no local, conhecido como Carandiru, em referência ao antigo presídio de SP. São prédios simples.

No endereço da Planmetas atendeu uma senhora de nome Delí. Questionada sobre um dos dos donos, Roberto Beckenbauer Sagadilha Correa, disse que é seu neto, mas que ele não mora mais ali.

A Folha quis saber se a empresa de fato funcionava. Delí não soube dizer onde fica a sede. Disse que o neto montou um escritório, mas que também havia mudado.

Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Maranhão, nem Correa nem o outro dono, Francisco Pereira Nunes, constam como engenheiros.

NOME FALSO

No local onde será feita a ponte em Barra do Corda há uma placa da firma na qual consta como engenheiro responsável José Fernando Trindade Junior. Procurado pela Folha, disse que “não trabalha nem nunca ouviu falar na empresa Planmetas”.

O registro profissional que está na placa não confere com o de Trindade. Não há nenhum profissional com o registro citado na placa. O Crea também não encontrou nenhum registro dessa obra.

Barra do Corda é a cidade do interior com mais verbas do Turismo: R$ 15 milhões. O valor é dez vezes superior ao das cidades turísticas de Alcântara e Barreirinhas.

Das emendas de Novais, a de Barra do Corda tem o valor maior. Em dezembro de 2010, o Turismo assinou seis convênios com a prefeitura - quatro deles no dia 31.

Em fevereiro, a PF deflagrou operação em Barra do Corda. A Justiça decretou a prisão do prefeito Manoel Mariano Souza (PV), de parentes e de servidores. Ele obteve habeas corpus e não foi preso.




Greve dos Professores da UFMA ainda é uma incógnita

Um dos assuntos que mais tem assustado os alunos da Universidade Federal do Maranhão ainda não tem um parecer definitivo. A greve dos professores da UFMA continua navegando no caminho da incerteza.

Segundo o presidente da Associação dos Professores Universitários do Maranhão (Apruma), José Policarpo, foi aprovado um indicativo de paralisação que ainda não tem data para começar. "Existe a aprovação de um indicativo de greve, mas não há data para começar e nem a certeza de que vai haver a paralisação de fato", frisou o dirigente em declaração à assessoria de comunicação do DCE/UFMA nesta sexta-feira (19).

Diante disso, os alunos da federal maranhense terão que continuar aguardando o desenrolar dos próximos capítulos. O temor é de que todos sejam pegos de surpresa quando as aulas se reiniciarem, na próxima segunda (22).

Hugo Freitas