terça-feira, 15 de março de 2016

Polícia brasileira mata 5 por dia; maioria é afrodescendente, diz ONU

Em 2015, cerca de 2.000 pessoas foram mortas no Brasil em decorrência de ação policial, relatou a ONU

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que a polícia brasileira é a responsável por cinco mortes a cada dia no país, totalizando apenas em 2015 cerca de 2.000 casos. O alerta foi feito na quinta-feira (10) pelo Alto Comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Bin Hussein.

Na ocasião, Zeid fez seu balanço anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo. Entre os cerca de 30 países citados pelo alto comissário, a situação brasileira teve seu destaque ao tratar do racismo contra pessoas afrodescendentes.

"No Brasil, o governo tomou ações para lidar com os direitos sociais de pessoas afrodescendentes, especialmente no campo da educação", reconheceu Zeid. "Apesar disso, foi amplamente informado sobre a insegurança que muitos jovens afro-brasileiros sentem diante da violência policial e da impunidade", disse.

"Mais de 2.000 pessoas foram mortas pela polícia no Brasil no ano passado e eles eram, de forma desproporcional, de afrodescendência", relatou Zeid.

Essa é a segunda denúncia que as Nações Unidas apresentam sobre a violência policial no Brasil neste mês. No último dia 08, o relator da ONU para a prevenção da Tortura, Juan Mendez, também acusou o Brasil de não dar respostas à violência policial. Para ele, os homicídios cometidos por policiais não são a exceção, mas, sim, "a regra".

Com informações do portal UOL

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Dia Nacional da Poesia é celebrado com homenagem a Nauro Machado

Nauro Machado (* 02/08/1935 + 28/11/2015)

Em solenidade realizada no Convento das Mercês, nesta segunda-feira, 14 de março, Dia Nacional da Poesia, o poeta Nauro Machado (in memoriam) recebeu nova e merecida homenagem.

O tributo contou com o descerramento de placa em um espaço, no térreo do Convento, que passou a ser chamado “Auditório Casa do Poeta Nauro Machado”. O evento teve, ainda, momento de bate papo com artistas, amigos, estudantes e admiradores da obra do poeta. Eles contaram histórias de Nauro e declamaram alguns de seus mais belos poemas.

Vida de Nauro Machado

Nascido em São Luís do Maranhão a 02 de agosto de 1935 e falecido no dia 28 de novembro do ano passado, Nauro Diniz Machado construiu uma obra literária das mais respeitáveis dentro do contexto da Literatura Brasileira contemporânea.

Sempre morando na capital maranhense, com pequena passagem pelo Rio de Janeiro na década de 50 do século passado, ele se ombreia aos seus companheiros de geração, como Ferreira Gullar e Bandeira Tribuzi.

Filho de Torquato Rodrigues Machado e de Maria de Lourdes Diniz Machado, casado com a escritora Arlete Nogueira da Cruz, teve um filho, Frederico Machado, cineasta e entusiasta da obra do pai. Sua biografia se confunde com sua criação poética, e o escritor tem exercido, com frequência, influência marcante sobre os novos poetas maranhenses.

Habitando a cidade e por ela sendo umbilicalmente absorvido ao longo de suas peregrinações etílicas e notívagas, assim como no percurso de suas caminhadas silenciosas pela orla das praias ou pelas ruas estreitas de São Luís nas quais gestava e ruminava seus poemas, o poeta se desvela a si mesmo:

“Meu espaço geográfico, restrito à cidade de São Luís, fornece aos poemas que desenvolvo como catarse existencial de temas quase sempre vividos, a atmosfera temporal de uma cidade a internalizar-se na ficção (como diria Fernando Pessoa) biográfica dos meus variados temas. São Luís, queiram ou não queiram alguns críticos desavisados da minha poesia, está transfigurada totalmente nas metáforas que eu diria datadas dos meus versos”, elucida Nauro Machado.

Publicou seu primeiro livro, “Campo sem Base”, em 1958. A partir daí, foram dezenas de títulos, sendo “Esôfago Terminal”, lançado em 2014, sua última obra, na qual o poeta reflete sobre experiência com o câncer que veio a desenvolver. Traduzido para o inglês, francês e alemão, Nauro Machado foi agraciado com honrarias e prêmios, incluindo o oferecido pela Academia Brasileira de Letras.

“A poesia, para mim, é uma necessidade interior, um caso de vida ou morte e não um simples pretexto para malabarismos vazios ou teoremas que digam respeito apenas a um modismo falho e de autenticidade duvidosa”, escreveu Nauro.

"Esta é a primeira homenagem que fazemos ao poeta, após sua partida, e que será sucedida por tantas outras que faremos ao longo dos próximos meses e anos; é necessário que se tome consciência, cada vez mais, acerca do alcance profundo que Nauro Machado impôs à sua obra, e da contribuição ímpar que deixou como legado permanente à Literatura brasileira”, declarou Paulo Melo Sousa, diretor do Convento das Mercês, articulador da homenagem.

Poemas de Nauro Machado

Radiação

Eu vi a glória nos lábios da eternidade.
Eu vi o universo inteiro na angústia do fogo
Pelo canto noturno, em galés da alvorada,
Eu vi os farrapos trêmulos da última estrela.


819

Abre-me as portas, mãe, enquanto as estrelas
buscam em mim agora a treva infinda,
sem luz alguma no meu olhar a vê-las
nessa cegueira a ser da altura vinda.
Assim, mãe, invado tua noite, a sabê-las
eternamente em pó na luz que é finda
só para mim, que vou comigo pelas
manhãs nascendo todas cegas ainda.
Como fazê-las ser de novo vivas?
Como, se nunca delas fui um conviva
às vidas feitas festas para as vistas?
Para arrancá-las da morte onde as pus,
quero essa noite, ó mãe, roubada à luz
do céu que, embora cega, tu conquistas.

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segunda-feira, 14 de março de 2016

O "deputado-prefeito"?


Raras são as vezes que vemos, no Maranhão, particularmente em São Luís, gestores públicos irem às ruas quando os problemas acontecem. Ao contrário, diante das questões urgentes, o gabinete com ar-condicionado parece ser sempre muito mais atraente.

É necessário guardar forças para aparecer nas ruas apenas quando estiver "tranquilo e favorável", ou seja, "mostrar a cara" apenas para inaugurar obras e pedir votos.

Rompendo com essa lógica, na manhã desta segunda-feira (14), o deputado estadual Wellington do Curso (PPS) encaminhou-se à Av. São Luís Rei de França para se solidarizar e dar apoio à população que estava realizando protestos desde às 4h, denunciando graves problemas de infraestrutura, insegurança e ineficácia do saneamento básico.

Os protestos, que começaram ainda de madrugada, deram origem a gigantescos congestionamentos que assolaram todos os que pretendiam transitar pela via. Ao chegar ao local, o parlamentar encontrou um clima tenso, marcado por revolta e insatisfação de moradores de vários bairros, dentre eles Parque Vitória, Jardim Turu, Alto do Turu e adjacências, que integram o Movimento “Forte é a Comunidade”.

Segundo os moradores, o que mais causa revolta é o descaso das Prefeituras de São Luís e de São José de Ribamar que, afirmam, “jogam o problema de um para o outro e ninguém adota providência alguma”.

Assumindo postura que deveria ser do gestor municipal, Wellington não só dialogou com os manifestantes, como se colocou à disposição para intermediar o debate entre sociedade e governos.

Durante as negociações, a população acatou o pedido do parlamentar para que encerrassem as manifestações e se reunissem em uma audiência pública sob sua responsabilidade, na próxima quarta-feira (16), às 19h, na Praça da Juventude, no Parque Vitória, a fim de discutir as problemáticas apontadas e encontrar soluções viáveis às mesmas. Depois disso, o deputado ainda percorreu as ruas adjacentes e comprovou in loco o abandono histórico dos bairros em questão.

Certificando a "raridade" de atos como esse, vez que Wellington trabalha no Legislativo maranhense, e não no Executivo, a quem compete tal responsabilidade, nem o prefeito de São Luís nem o de São José de Ribamar compareceram ao local para prestar quaisquer tipos de esclarecimentos à população.

Assim, vai se consolidando cada vez mais o perfil de um deputado que, além de suas funções de legislador e fiscalizador dos gastos do dinheiro público, faz as vezes também de "prefeito" e de conciliador.

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sábado, 12 de março de 2016

Sobre as Manifestações deste domingo, 13 de março

Existe o temor de que neste domingo (13) se repitam os fatos ocorridos no último sábado (05), na Praça Maria Aragão, em São Luís, quando militantes pró-PT furaram um boneco do ex-presidente Lula e entraram em confronto com manifestantes e policiais.

É neste domingo! O dia que pode decretar um estado de "guerra civil" no Brasil e/ou entrar para a história como o início do fim de um mandato presidencial. Pelo menos, esse é o temor que paira sobre muitos.

Historicamente, a derrubada do presidente João Goulart, também conhecido como "Jango", em 31 de março de 1964, por meio de um Golpe Civil-Militar deflagrado pelas Forças Armadas com amplo apoio das forças conservadoras (Igreja Católica antes do AI-5 de 68, barões da mídia, banqueiros e empresários, até mesmo "bons católicos" presentes à "Marcha Com Deus pela Liberdade") é o exemplo mais sintomático do poder que estes setores exercem sobre os rumos do Brasil.

O pedido de prisão preventiva do ex-presidente Lula, ocorrido na última quinta-feira (10) pelo Ministério Público de São Paulo, bem como o pedido de impeachment da presidente Dilma que tramita no Congresso reforçam o peso político que estes setores ainda possuem para determinar quem governa o Brasil e como deve ser governado.

Com o desejo de me manifestar livremente sobre o assunto e apenas para tecer breves comentários sobre as manifestações organizadas e agendadas por forças de oposição ao Governo Dilma Rousseff (PT) para este domingo, dia 13 de março de 2016, 52 anos depois do Golpe de 64, ressalto aqui um pronunciamento realizado nesta semana, no plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão, pelo deputado estadual Wellington do Curso (PPS).

Durante sua fala, o parlamentar reforçou o pedido de implantação do Plano de Acompanhamento das Manifestações, demonstrando preocupação quanto aos atos do Movimento “Pró-impeachment”.

O motivo da preocupação do parlamentar assenta-se sobre os fatos ocorridos no último episódio das manifestações em São Luís, sábado passado (05), que resultou em atos de vandalismo e violência.

Na ocasião, militantes pró-PT furaram com facas e estiletes um boneco do ex-presidente Lula (ver foto no topo do texto), vestido de presidiário, que foi inflado por manifestantes anti-PT na Praça Maria Aragão, em São Luís. Resultado: deflagrou-se um confronto entre manifestantes e militantes, pessoas ficaram feridas, incluindo um policial, e outras foram algemadas e levadas para a delegacia.



Fotos registradas por diversas pessoas que testemunharam os atos de vandalismo e violência ocorridos na Maria Aragão, no último dia o5/03

O agravante disso tudo é que tais atos tiveram a participação de secretários do Governo do Maranhão e da Prefeitura de São Luís.

Márcio Jardim (PT), secretário de Esportes do Governo Flávio Dino (PCdoB), discute com policial, que lhe aponta arma

Marlon Botão (PT), secretário de Cultura do prefeito Edivaldo Jr. (PDT), também foi flagrado na confusão

Ao reforçar o pedido de acompanhamento das manifestações por parte do estado, já manifestado em outros pronunciamentos na Assembleia, Wellington afirmou que é essencial que o direito à livre manifestação seja assegurado, pautando-se na segurança, na pacificação e, principalmente, na garantia das liberdades democráticas.

Deputado Wellington (PPS) também receia que novos atos de violência aconteçam nas Manifestações deste domingo (13)

“Indo na contramão do que nossa Constituição Federal assegura, o direito à livre manifestação de pensamento ainda enfrenta aquilo que se pode compreender como censura. Quem afirma isso não sou eu, mas a população. Os cidadãos que, ao exercerem um direito que lhes é assegurado, encontraram atos de violência como respostas. Eis um cenário que nos preocupa, principalmente ante as manifestações que acontecerão no próximo dia 13. Vivemos em um Estado Democrático de Direito e é essencial que respeitemos as ideologias distintas, ainda que plenamente contrárias ao que pensamos. Recebemos inúmeros relatos sobre as manifestações que ocorreram no último dia 05 (sábado passado), denúncias de trabalhadores que foram tão somente reivindicar, ou seja, não cometeram ilícito algum, o que, pela lógica penalista, deveria impedir que sobre eles fosse imposto alguma postura coercitiva. No entanto, não foi isso que ocorreu. Eis o motivo da nossa preocupação. Por entendermos que é possível, sim, que haja manifestações pacíficas, mais uma vez, solicitamos o acompanhamento das manifestações por parte do Estado, através da Secretaria de Segurança Pública, não de forma coercitiva, mas de forma asseguradora de direitos”, sublinhou o parlamentar.

Concordo com Wellington e assino embaixo!

Não se pode negar os erros e abusos cometidos pelo Governo Dilma-Temer. Fazer isso é ter não consciência dos problemas que enfrentamos: encolhimento do PIB, recessão da economia, aumento sem controle da inflação, diminuição da atividade industrial, redução do potencial de consumo, achatamento da oferta de empregos e, consequentemente, aumento do número de desempregados, cortes brutais na Educação, aumento da carga de impostos, crimes de corrupção, e por aí vai.

O povo brasileiro tem todo direito, como cidadãos livres e contribuintes, de criticar e de se manifestar contra quaisquer governos, em todas as esferas. Inaceitável é que se cometam excessos de ambos os lados, tanto de quem critica, quanto de quem defende.

Por isso, é necessário rechaçar toda forma de proibição, intimidação ou ameaça a qualquer pessoa ou coletivos que queiram protestar contra governos, partidos ou líderes políticos, direito esse conquistado com sangue e suor.

Que os 21 anos de Ditadura Militar, respaldados em Atos Institucionais que levaram o Brasil a um Estado de Exceção sem precedentes, sirvam de retrovisor para que o obscurantismo político não encontre nova morada nos dias que virão!

E que a sabedoria, o diálogo e a prudência povoem as mentes e os corações de todos aqueles que, assim como eu, são amantes da Paz, da Justiça e da Liberdade, o que inclui o respeito à manifestação expressa e soberana do povo que reelegeu a presidente Dilma para mais quatro anos de mandato.

São os votos do Blog do Hugo Freitas para que este domingo, dia 13 de março, não seja lembrado como o dia em que o Brasil e os brasileiros declararam "guerra civil" entre seus irmãos.

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Promotores e procuradores de diversos estados do Brasil lançam manifesto contra pedido de prisão de Lula


Um grupo de promotores de Justiça, procuradores da República e procuradores do Trabalho, integrantes do Ministério Público de diversas partes do Brasil assinou, nesta sexta-feira (11), um texto de repúdio ao que considera “banalização da prisão preventiva” do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Na quinta-feira (10), Lula foi alvo de um pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A decisão do MPE paulista despertou críticas entre magistrados e até mesmo entre políticos de oposição, que consideram o pedido “sem consistência e fundamentação”.

Confira a Nota de Repúdio:

"O grupo vêm a público externar sua profunda preocupação com a dimensão de acontecimentos recentes na quadra política brasileira, e que, na impressão dos/as subscritores/as, merecem uma reflexão crítica, para que não retrocedamos em conquistas obtidas após anos de ditadura, com perseguições políticas, sequestros, desaparecimentos, torturas e mortes”, diz o texto, que também enumera:

1. É ponto incontroverso que a corrupção é deletéria para o processo de desenvolvimento político, social, econômico e jurídico de nosso país, e todos os participantes de cadeias criminosas engendradas para a apropriação e dilapidação do patrimônio público, aí incluídos agentes públicos e privados, devem ser criteriosamente investigados, legalmente processados e, comprovada a culpa, responsabilizados.

2. Mostra-se fundamental que as instituições que compõem o sistema de justiça não compactuem com práticas abusivas travestidas de legalidade, próprias de regimes autoritários, especialmente em um momento em que a institucionalidade democrática parece ter suas bases abaladas por uma polarização política agressiva, alimentada por parte das forças insatisfeitas com a condução do país nos últimos tempos, as quais, presentes tanto no âmbito político quanto em órgãos estatais e na mídia, optam por posturas sem legitimidade na soberania popular para fazer prevalecer sua vontade.

3. A banalização da prisão preventiva -aplicada, no mais das vezes, sem qualquer natureza cautelar – e de outras medidas de restrição da liberdade vai de encontro a princípios caros ao Estado Democrático de Direito. Em primeiro lugar, porque o indivíduo a quem se imputa crime somente pode ser preso para cumprir pena após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória (CF, art. 5º, LVII). Em segundo lugar, porque a prisão preventiva somente pode ser decretada nas hipóteses previstas no art. 312 do Código de Processo Penal, sob pena de violação ao devido processo legal (CF, art. 5º, LIV).

4. Operações midiáticas e espetaculares, muitas vezes baseadas no vazamento seletivo de dados sigilosos de investigações em andamento, podem revelar a relação obscura entre autoridades estatais e imprensa. Afora isso, a cobertura televisiva do cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva – também utilizada indiscriminada e abusivamente, ao arrepio do art. 260 do Código de Processo Penal – redunda em pré-julgamento de investigados, além de violar seus direitos à intimidade, à privacidade e à imagem, também de matriz constitucional (CF, art. 5º, X). Não se trata de proteger possíveis criminosos da ação estatal, mas de respeitar as liberdades que foram duramente conquistadas para a consolidação de um Estado Democrático de Direito.

5. A história já demonstrou que o recrudescimento do direito penal e a relativização de garantias não previnem o cometimento de crimes. Basta notar que já somos o quarto país que mais encarcera no mundo, com mais de 600 mil presos, com índices de criminalidade que teimam em subir, ano após ano. É certo também que a esmagadora maioria dos atingidos pelo sistema penal ainda é proveniente das classes mais desfavorecidas da sociedade, as quais sofrerão, ainda mais, os efeitos perversos do desrespeito ao sistema de garantias fundamentais.

6. Neste contexto de risco à democracia, deve-se ser intransigente com a preservação das conquistas alcançadas, a fim de buscarmos a construção de uma sociedade livre, justa e solidária. Em suma, como instituição incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, o Ministério Público brasileiro não há de compactuar com medidas contrárias a esses valores, independentemente de quem sejam seus destinatários, públicos ou anônimos, integrantes de quaisquer organizações, segmentos econômicos e partidos políticos.

Assinam o documento:

Afrânio Silva Jardim – MPRJ (Procurador de Justiça aposentado)

Bettina Estanislau Guedes – MPPE

Daniela Maria Ferreira Brasileiro – MPPE

Daniel Serra Azul Guimarães – MPSP

Domingos Sávio Dresh da Silveira – MPF

Eduardo Maciel Crespilho – MPSP

Fabiano Holz Beserra – MPT

Fernanda Peixoto Cassiano – MPSP

Helio José de Carvalho Xavier – MPPE

Juliana de Souza Andrade – MPSP

Júlia Silva Jardim – MPRJ

Júlio José Araújo Junior – MPF

Marcelo Pedroso Goulart – MPSP

Márcio Soares Berclaz – MPPR

Gustavo Roberto Costa – MPSP

Jacqueline Guilherme Aymar – MPPE

José Godoy Bezerra de Souza – MPF

Maísa Melo – MPPE

Maria Ivana Botelho Vieira da Silva – MPPE

Maria Izabel do Amaral Sampaio Castro – MPSP

Osório Silva Barbosa Sobrinho – MPF

Plínio Antonio Britto Gentil – MPSP

Raphael Luis Pereira Bevilaqua – MPF

Renan Bernardi Kalil – MPT

Rômulo de Andrade Moreira – MPBA

Thiago Alves de Oliveira – MPSP

Tiago Rodrigues Cardin – MPSP

Tiago Joffily – MPRJ

Tadeu Salgado Ivahy Badaró – MPSP

Taís Vasconcelos Sepulveda – MPSP

Westei Conde Y Martin Junior – MPPE

Com informações do Jornal O Dia

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